Logo após falarem com a Cardo, Elrond voltou à Estalagem Colina Rochosa para negociar com Toblen sobre os quartos que contrataram para passarem à noite, pois iriam sair naquele momento para resgatar Adabra Gwynn. Toblen acertou com eles que a pernoite que eles contrataram ficaria como uma reserva para quando eles necessitassem, e deu aos aventureiros um lanche de viagem para se alimentarem naquela noite.
Então partiram no fim da tarde de Fandalin em direção à morada de Adabra Gwynn. A curta viagem foi tranquila, mas o tempo foi suficiente para adentrarem à noite. Ao se aproximarem do local, observaram que Adabra mora em um moinho de vento ao lado das fundações de uma antiga ruina e ao lado de uma colina em que há pequenos montes de pedras em seu topo.
Após se identificarem à uma receosa Adabra, foram convidados à entrar e à contar o que faziam por ali e naquele horário. Elrond explicou que foram buscá-la para Fandalin, por ordens do prefeito Harbin Wester, devido à ameaça crescente do Dragão Branco. Porém, Adabra mostrou-se incomodada de deixar sua moradia, onde crescera e fora criada pelos pais (que agora jaziam na colina ao lado - duas dos pequenos montes de pedras indicam o lugar). Devota de Chauntea, Adabra é a parteira local e, apesar de gostar muito de Fandalin, preferia permanecer em sua casa. Mesmo assim ofereceu aos aventureiros o aposento que fica no topo do moinho de vento para passarem à noite.
Durante todo estes momentos, Stiffel Limer reclamava constantemente, pois queria ir ao Jardim do Gnomo, porém seus colegas rechaçavam isso e falavam que ele chegaria lá se tivesse calma. Num desses episódios, revelou, sem querer, à Adabra que o prefeito também queria que eles fossem ao Jardim do Gnomo e à Escavação dos Anões. Adabra combinou com eles de conversarem mais no dia seguinte.
Passado à noite tranquila, Adabra se reuniu com os aventureiros para o desjejum, e Magnus apelou para que ela fosse à Fandalin, nem que fosse por uns 2 (dois) dias, pois o povo da vila gosta muito dela e estavam preocupados com sua segurança. Adabra revelou que pensou durante a noite, e que decidira que iria à Fandalin, porém sabia que eles teriam que passar por outros locais antes de seguirem à Fandalin, e combinou com eles que a buscassem após cumprirem outros compromissos.
Com tudo acertado, os aventureiros decidiram seguir até a Escavação dos Anões, pois era o serviço mais simples, só entregar uma carta. Stiffel Limer seguiu protestando por todo o trajeto, deixando todos bem incomodados com a insistência.
Chegando ao local, um desfiladeiro que ao final do cânion, há um muro de pedra preta de 6 (seis) metros de altura, no qual há um portão quebrado esculpido, com apenas uma porta de pedra restante, precariamente pendurada por uma dobradiça. Além desse portão, à sombra de uma grande montanha a leste, há um assentamento em ruinas, e tudo está quieto.
Magnus pede à Stiffel que envie o seu corvo familiar para descobrir se os anões estão vivos e onde estão. O corvo entra no assentamento, e minutos depois retorna, informando que há 2 (dois) anões próximo aos portões do templo. Decidem entrar então, com Kayr chamando os anões, porém sem resposta inicialmente. Ao se aproximarem do templo, escutam como se fossem anões cochichando na sua língua racial, em que nenhum dos aventureiros entendem.
Kayr mais uma vez chama os anões, que agora escutam e saem de trás de um monte de pedras (que parecem mais entulhos retirados da escavação) surpresos com os visitantes, identificando-se como Dazlyn Cacocinza e Norbus Runaferro. Os aventureiros entregam a carta aos anões, que a lêem. Ao tomarem conhecimento do Dragão Branco, se mostram preocupados com a ameaça, mas também externam que estão precisando de ajuda para finalizar a escavação, pois encontraram o salão de ritual ao deus anão da ganância Abbathor, porém umas gosmas amareladas tentaram atacá-los, e saíram fugidos do salão.
Dazlyn Cacocinza e Norbus Runaferro, anões mineiros.
Stiffel Limer informou à todos que conhece bem sobre gosmas, e que pela descrição dos anões, deveriam ser Geleias Ogres, pois as demais gosmas não condizem com essa descrição. Informou que tais geleias não são muito suscetíveis à cortes e choques, são lentas, resistem bem à ácidos.
Então os anões perguntaram à eles se poderiam ajudar, algo que prontamente fizeram. Adentraram o templo, avistaram o salão, porém antes de chegarem lá, encontraram uma porta secreta e decidiram investigá-la. Passaram um um corredor que levou à uma sala parcialmente desmoronada, com um esqueleto de anão que deve ter morrido com o desmoronamento, porém perto de sua mão encontraram um martelo de guerra com empunhadura curta, com pedras preciosas cravejadas nele e uma escritura na língua dos anões na empunhadura.
Neste momento, Magnus, que segurava o martelo, lembrou que não combinaram com os anões um valor pelo serviço de exploração e eliminação das gosmas. Retornou ao lado de fora do templo para tratar do serviço. Os anões combinaram que as grandes joias cor de esmeraldas que fossem encontradas dentro do templo seria deles, o resto poderia ficar com os aventureiros.
O Martelo encontrado.
Dito isso, Magnus resolveu mostrar o martelo encontrado aos anões. Dazlyn olhou o martelo e disse que a escritura na empunhadura significava "Ganância é bom", um mantra dos devotos de Abbathor. Norbus informou que o martelo tem propriedades mágicas certamente, pois as joias cravejadas nele dao isso ao martelo, e se retiradas, deixará de tê-las. Porém não sabem informar quais seriam essas propriedades ou o nome do martelo. Magnus resolveu mantê-lo por hora, pois poderia ser útil contra as gosmas.
Com o valor dos serviços acertados, o grupo volta-se ao salão que ainda não tinham adentrado, lá identificam que o teto está meio molhado e úmido. Com muito cuidado entram nos salão observando o teto, até que encontram 2 (duas) grandes Geleias Ogres entre 2 (dois) pilares. A batalha se irrompe, apesar de alguma dificuldade (Elrond é bem ferido no combate) o grupo derrota as gosmas, derramando-as no chão feito líquido.
As nojentas Geleias Ogres.
Com a ameaça neutralizada, avisam os anões e passam a investigar o salão atrás de tesouros e das esmeraldas que os anões citaram. Acharam um cofre dentro de um dos pilares, que ao abrir derrubou dezenas de crânios de anões e uma pequena sacola com 15 pedras preciosas dentro, porém nenhuma delas era as tais esmeraldas.
Desconfiando de uma possível simetria na planta do templo acharam mais passagens secretas que levavam a mais corredores e aposentos. Ao explorá-los encontraram um desmoronamento que tinha uma luz vindo de trás dele, uma luz esverdeada. Os anões ficaram animados, pois poderiam ser as tais esmeraldas que estavam atrás, com isso iniciaram um processo de escavação com ajuda do grupo, fato que agilizou o processo.
Enquanto liberavam os entulhos, Kayr resolveu seguir com a exploração das demais portas (secretas ou não) encontrados, e em um dos locais, encontrou um desmoronamento que tinha sinais de umidade, lembrando-o do embate com as geleias ogres, que o fez questionar se teriam mais. Então retornou ao local da nova escavação.
Após escavarem o suficiente para conseguirem passar, encontraram restos mortais de sacerdotes de Abbathor, um deles com uma corrente de prata com a mesma escritura da empunhadura do martelo, então o grupo alcançou um salão todo esverdeado pela luz de uma pedra lembrando uma esmeralda brilhante e enorme, segurada por uma estátua de um anão com chifres. Do lado oposto haviam escombros do que pareciam ser outra estátua (vide a simetria do templo).
Ao analisar, Kayr achou que poderia haver alguma armadilha na estátua ou na pedra, e Magnus identificou que os escombros da outra estátua eram na verdade de uma explosão e não de desmoronamento. Com isso orientaram aos anões a não encostarem na pedra. Decidiram que Stiffel usaria suas Mãos Mágicas (truque) para remover a pedra da estátua, com todos fora do salão. Assim que as mãos mágicas mexeram a pedra, uma grande explosão se deu no salão, terminando de desmoroná-lo.
Com os anões tristes pelo não atingimento de seus objetivos, o grupo convenceu eles à retornarem à Fandalin com eles, e decidiram dividir as pedras preciosas encontradas e deram a corrente de prata para eles. Ao sairem do templo observaram que outra Geleia Ogre os seguia, mas como já estavam de saída e a gosma é lenta, decidiram deixá-la para trás.
Na saída do templo, já com os anões com seus pertences, os aventureiros deparam-se com um grupo de 7 (sete) Orcs, que, ainda distante do grupo, gritaram ferozmente: "Nós queremos esse lugar!!!"
Kayr rapidamente gritou de volta que podiam ficar com o lugar e que só queriam sair de lá. Ambos tentando evitar um confronto desnecessário, porém se resguardando para um eventual ataque do outro, se observaram até que estivessem em pontos opostos. Elrond ainda olhando para trás quando todos já seguiam seus caminhos, percebeu que o último Orc deu uma olhada para os céus, com ar de preocupação, antes de entrarem no templo. Após começarem a sair do cânion, ouviram gritos e sons de armas sendo brandida vindo de dentro do templo. Devem ter encontrado a Geleia Ogre restante.
Preocupados com os fatos ocorridos o grupo resolveu retornar ao moinho de Adabra Gwynn, para ver se ela estava bem, com protestos cada vez mais altos e incômodos de Stiffel Limer, já estava ficando insuportável.
Ao se aproximarem das colinas que levavam ao moinho de Adabra, antes de avistarem a totalidade dele, ouviram pedidos de socorro, e era a voz de Adabra. Ao se aproximarem viram que uma criatura grande, com corpo de leão, rabo espinhoso, asas que lembram de dragão e cabeça que lembra um humanoide com juba de espinhos, ou seja, uma Mantícora.
Ao se deparar com algo que lhe lembra um dragão, Magnus tomado por um medo e raiva incontrolável, sai em fúria em direção à criatura, porém Stiffel, temendo o pior, usa seus poderes arcanos para tentar colocar o furioso colega para dormir. Nesse meio tempo Elrond e Aysche conversam rapidamente sobre o que sabem sobre tal criatura, e decidem conversar com ela para tentar salvarem à todos. Elrond se aproxima e chama a atenção da criatura, perguntando o que ela faz em tal lugar, respondido de imediato com 2 (duas) palavras: Carne! Comida!
Sempre muito lacônica, a Mantícora foi respondendo algumas indagações dos aventureiros mas perdendo a paciência e querendo se alimentar. Respondeu que saiu de seu covil por causa do dragão e que tem fome. Não aceita a proposta inicial de ovelhas no dia seguinte, pois a fome é imediata, e carne humanoide faz parte do cardápio e estava fresquinha ali.
Então, Kayr surge com uma solução, no dia anterior, haviam matado 5 (cinco) Goblins não muito longe dali, que estariam na estrada onde uma árvore cortadas estaria próximo aos corpos, e que seria muito mais carne que a Mantícora conseguiria ali sem necessitar de um enfrentamento. Deu as indicações para ela, que levantou voo e partiu com fome atrás das carcaças dos pequenos humanoides. O grupo resgata Adabra, que implora que a levem para Fandalin.
Na saída do moinho, após ajudarem Adabra a carregar suas coisas na carroça e colocá-la junto aos anões nesse transporte, sentiram falta de um pequeno companheiro: Stiffel Limer havia sumido, e levara consigo 2 (duas), das 10 (dez), pedras preciosas. Deve ter se cansado de esperar e seguido sozinho para o Jardim do Gnomo.
Horas depois, no início da tarde, já estavam em Fandalin, deixando os anões na Corretora de Minérios da vila e deixaram Adabra no Santuário da Sorte, seguindo então para a casa do prefeito, Harbin Wester, que não abriu a porta. Ele ouviu os relatos contados por Magnus, que o fez ficar com ainda mais medo, e pagou pelos dois serviços, e informou que havia mais uma tarefa "urgente" no quadro de avisos. Despediu-se dos aventureiros através da porta fechada, gritando "o povo de Fandalin tem uma dívida de gratidão enorme com vocês!" O grupo se dirigiu ao quadro de avisos e pegaram o novo trabalho, e entenderam a urgência: é um serviço ao primo do prefeito. Como é em direção oposta ao Jardim do Gnomo e bem mais distante, decidiram cumprir o outro trabalho primeiro.
Ao fim desta sessão, todos os personagens passaram para o nível 2.







