sexta-feira, 12 de julho de 2024

Sessão 10: Máxima Carniça na Várzea do Machado

 Após um curto descanso, para recuperar um pouco as forças, os aventureiros decidem sair do aposento que se encontravam e explorar o resto da fortaleza. Ao retornarem ao salão amplo do embate com as aranhas gigantes, fazem uma busca ampla para verificar se há mais ameaças, porém só encontram teias e poeira, além de duas escadarias levando ao nível inferior.

 Elrond repara um cheiro de carniça espalhado pelo ar, um pouco mais forte vindo das seteiras viradas para o interior da fortaleza. Ao olharem pelas seteiras, observam uma névoa permeando o ar dos níveis inferiores, impedindo-os de enxergar se há algo lá embaixo, porém o cheiro de carniça fica mais forte para Elrond. Seus companheiros sentem muito pouco esse aroma.

 Decidem descer as escadas, chegando à área de proteção dos portões, com seteiras e balistas posicionadas para a parte externa e interna da fortaleza. Ao encontrarem uma da porta fechada que leva para o interior da fortaleza, Elrond volta a sentir, agora mais forte ainda, o cheiro de carniça no ar, e ouve um breve barulho de movimentação ao longe no interior do aposento da porta fechada.

 Ao abrirem, se deparam com um corredor levando ao interior da fortaleza encrustada na montanha, com todos com a habilidade de enxergar no escuro, nenhuma tocha é necessária. E conforme adentram o corredor, com Elrond à frente, escutam mais claramente o movimento vindo à frente, quando se deparam com uma pequena figura movendo-se lentamente, lembrando um anão.

Um carniçal anão babando, fedendo à carniça

 Quando a criatura os vê, coloca a longa língua para fora, babando e com o olhar vidrado neles, e começa a correr em direção à eles, fazendo um barulho um pouco maior, que acaba por gerar outros barulhos de movimento vindo mais de trás.

 Um combate se inicia, e o anão, que parece um tipo de morto-vivo, logo perece frente à força dos aventureiros, porém outros se aproximam rapidamente, mas desta vez com anões e goblins entre os mortos-vivos. Todos fedendo a carniça, e demonstrando bastante inteligência na movimentação de combate e tentativas de ataques, mesmo para algo parecido com zumbis.

E carniçais goblins juntam-se ao embate

 Após extinguirem os anões e goblins mortos-vivos que fedem à carniça, Elrond observa que os goblins carregam, em seus pescoços, cordões com o símbolo de Myrkul preso à eles, levando-o a inferir que tais goblins fossem parte do bando de Nezznar, que de alguma forma tinham tornado-se em carniçais nesta fortaleza. Ao explorarem o corredor e pequena antessala que adentraram, encontraram portas que levam a vários outros aposentos, com uma porta dupla levando à um local em que Elrond ouve muito barulho de movimento e um cheiro ainda mais forte de carniça.

 Decidem então vasculhar as demais portas, encontrando um arsenal esvaziado, um grande quarto com várias camas de anões abandonadas à poeira, um banheiro (onde Elrond sente o cheiro de fezes antigas, que o incomoda, mas seus companheiros nada sentem) e uma forja. Nesta forja, Magnus aventa sobre a possibilidade de embanhar a lâmina de sua Glaive com prata, porém em outro momento. Elrond, na forja, ouve um barulho leve de respiração vindo de uma porta ao fundo da forja. Ao se aproximar e perguntar se há alguém ali, a respiração fica mais ofegante e aparentando desespero. Magnus entra no pequeno aposento, que parece ser um estoque da forja, e encontra um goblin vivo, com olhar de desespero, segurando uma pequena adaga, e falando um monte de palavras que ele não entende. Sabendo que Aysche fala goblinóide, Magnus a chama para conversar com o goblin.

 Ao conversar com o Goblin, Aysche descobre que o goblin sente-se traído por Nezznar e Blaargh, que os trouxeram para essa fortaleza para uma elfa velha os transformarem nesses carniçais, em oferenda a Myrkul. O goblin reforça que seguiu Nezznar e chegou a se converter à Myrkul por promessa de vida eterna, mas que não queria morrer para virar aquilo que seus amigos viraram. E insistia que eles faziam barulho demais, o que atrairia a elfa velha!

 Neste momento, ouviu-se um lamento agudo por toda fortaleza, como se o som saísse inclusive das paredes. Este lamento fez com que todos, exceto o Elrond, os que ali estão vivos sentissem um arrepio frio subindo na coluna, forçando a todos que sentiram olharem em volta, parecendo assombrados com o lamento. O goblin se encolheu mais ainda e ficou praguejando todos por chamarem a atenção da elfa velha.

 Elrond, paladino da vingança, ao tomar conhecimento que o goblin serviu Nezznar, queria separar a cabeça dele do resto do corpo em nome de seus irmãos. Porém Aysche o convenceu do contrário, pois disse que o deixando vivo, poderia descobrir a localização de Nezznar (que o goblin informou não estar na fortaleza). A vingança do paladino foi adiada por enquanto.

 Magnus então chamou-os para se prepararem para abrir a porta dupla, aquela que Elrond sentia um cheiro muito forte de carniça e ouvia barulhos logo após ela. Posicionados de uma forma a impedir que criaturas passassem do portal, abriram as portas e se depararam com uma multidão de carniçais à frente, que os olharam e se engajaram no ataque. Os mais próximos e os maiores (que pareciam hobglobins carniçais) rapidamente se dirigiram para o embate, porém alguns foram espantados pela fervorosa fé de Aysche, que clamou por Sêlune para afastar tais vis criaturas que deveriam estar no descanso eterno. Porém, sem que os aventureiros observassem, vários dos carniçais anões e goblin deram a volta pelas seteiras e os flanquearam.

A luta contra os carniçais se amontoa.

 Apesar de flanqueados, mais uma vez Aysche roga à Sêlune, para que envie sua luz para irradiar esses carniçais, fazendo surgir uma forte parede de luz radiante, que derretia a pele dos carniçais assim que entrassem no caminho, dificultando aos carniçais sobreviver muito tempo ali, protegendo-os de alguma forma. Mesmo com números bem superiores, os carniçais foram sendo abatidos, ferindo pouco os aventureiros, somente Magnus ficou mais ferido que os demais, e Elrond apesar de sofrer ataques, sentia que não era ferido por esses ataques (e com isso inferia que sua condição amaldiçoada tinha alguma serventia). 

Carniçais Hobglobins se juntaram aos demais carniçais anões e goblins.

 No fim, um carniçal hobglobin fugiu pelos corredores centrais da fortaleza. Temendo que ele poderia estar chamando ajuda, Magnus, que precisava recuperar suas feridas, solicitou que recuassem até a forja, fizessem uma barricada na porta fechada e colocassem as bigornas para reforçar a porta, e fizessem um descanso para tratar seus ferimentos. Todos concordaram.

 Neste momento encerramos a sessão. Irão eles adentrar mais ainda à Fortaleza da Várzea do Machado? Caçarão o licantropo responsável pela maldição de Elrond? Elrond quer realmente se livrar dessa maldição? Ou irão recuar à Fandalin para descansar mais ainda e avaliar se voltam novamente à Várzea do Machado? Essas decisões sobre os próximos passos dos aventureiros ficam para agosto, na nossa próxima sessão. 

Sessão 22 e 23: Surge Gorthok, o Javali Trovão

 Então Elrond convenceu os demais à explorar rapidamente o casarão, e ao passarem pelo pátio onde estava a árvore maligna, observaram que el...