quinta-feira, 7 de março de 2024

Sessão 06: Encontros e Desencontros com Javalis...omem?

 Após serem atacados por Aranhas Gigantes e acabar com elas, os aventureiros encararam uma manhã chuvosa pelo Bosque de Neverwinter, tentando chegarem próximo ao rio para se localizarem e seguirem para a estalagem do Falcão, uma vez que perderam os rastros do javali. Após uma hora de caminhada em uma chuva pesada, Aysche observou um javali correndo pelos flancos do grupo, e alertou Magnus, e decidiram perseguir o animal (ou seria homem?).

 Quando ficam frente à frente com o javali, já com a certeza de que estão encarando algum humanoide transformado em javali, Magnus se aproxima lentamente de forma amistosa, com Kayr vindo furtivamente pelas árvores, e Elrond ficando na retaguarda junto de Aysche e Maya, porém ao chegar um pouco próximo, o javali corre para atrás das árvores. Elrond corre para se aproximar e buscar o animal, caindo na tocaia, pois havia um licantropo javali (Homem-Javali, ou seria Javalisomem?) no flanco deles, que sai das árvores e dá uma carga no paladino meio-elfo, que cai com o impacto e sofre um ataque do malho da criatura.


Homens-Javalis atacam o grupo

 Apesar de derrubarem Elrond, que logo se recupera e levanta, a batalha acaba desigual, pois ambos os licantropos subestimaram as forças dos aventureiros, que rapidamente os derrubam, sem tirar-lhes as vidas e amarrando-os separadamente para fazerem interrogatórios. Após desacordados, os licantropos retomam suas formas humanoides normais, revelando um elfo e um orc, sendo que Kayr reconhece o elfo como alguém de sua antiga cidade natal, e que deveria estar morto, pelo menos assim acreditaram ter ocorrido.

 Kayr então pede aos companheiros para que ele interrogue o elfo, e o leva para distante, junto com Aysche. Ao despertar amarrado, o elfo foi questionado por Kayr se ele se lembrava dele ou de sua vila élfica. Ele respondeu sempre com desfaçatez, risos canastrões e mentirosos, afirmando que estava liberto das amarras da cultura élfica e de Corellon (divindade élfica), e que desde muito tempo atrás espalhou sua "libertação" (licantropia) à vários seres no Bosque de Neverwinter, inclusive dando a entender que um antigo amigo de Kayr, que fora morto quando sofria sua primeira transformação em licantropo javali, fora infectado por ele. O elfo ao tentar se transformar em javali para fugir, Kayr encerrou a sua vida, dando fim à vida daquele que já deveria ter morrido anos atrás, como antes acreditara.

 Magnus, Maya e Elrond aguardavam que o orc recuperasse a consciência para interrogá-lo, e quando isso ocorreu, o orc calmamente sentou-se e olhou seus captores. Como era o único a falar a língua órquica, Elrond conduziu o interrogatório. Informou que seu companheiro havia morrido e que ele não deveria tentar fugir, então perguntou sobre o que eles faziam no acampamento dos madeireiros, se o amuleto deixado no acampamento era do deus Talos e se pertencia à eles.

 Calmamente, o orc respondeu que nada tinha com o acampamento, exceto de já terem atacados alguns madeireiros que entravam no bosque, e que nada tinham com Talos. Citou que o Dragão Branco expulsou-os das Montanhas da Espada e seu grupo foi acolhido por metamorfos mestiços indignos que adoravam Talos, porém como o próprio Gruumsh (deus órquico) havia os abandonado, ele decidira que deveria sair de lá, foi quando foi "libertado" pelos licantropos javalis e livrado das falsas promessas das miseráveis divindades.

 Com tais informações, o grupo decidiu que iriam levá-lo até o Falcão, para ver se conseguiam mais informações, e seguiram tentando chegar ao rio, mesmo com a chuva perdurando. Porém minutos depois de retomarem a caminhada, saíram do Bosque de Neverwinter, conseguindo ver o rio, que seguiria até Neverwinter. Tentando entender como haviam parado ali (e concluindo que acabaram se perdendo ao seguir os rastros do javali), Elrond comenta com os colegas que ele sente que deveria ir ao Forte de Helm, não muito distante dali, quase como um chamado de Helm ao forte que hoje é protegido pela Ordem do Olho Dourado (uma dissidência da Ordem da Manopla), porém Magnus informa que provavelmente o prisioneiro seria apreendido ou morto no forte, assim que chegassem lá. Após discutirem qual melhor caminho tomar, Elrond decidiu seguir com seus companheiros, seguindo o rio de volta ao Bosque de Neverwinter, tentando chegar à estalagem do Falcão.

 Ao fim do dia chegaram de volta ao acampamento dos madeireiros, procuraram Tibor Wester e perguntaram se estava tudo bem com ele. Tibor respondeu perguntando onde estavam os trabalhadores que ele pedira, Magnus respondeu que ainda não tinham voltado à Phandalin, e Elrond convidou Tibor a acompanhar eles, pois o bosque não era seguro para ele ficar sozinho e que não valia à pena ficar no acampamento, que recusou o convite. Porém, na insistência em convencê-lo a seguir com eles, arrancaram uma pequena confissão raivosa dele: Tibor temia que abandonar o acampamento outro poderia reclamá-lo para si, assim como ele o fizera antes. Com isso decidiram apenas passar à noite sob um teto tranquilo, com o prisioneiro bem amarrado, e seguir viagem no dia seguinte. Após o desjejum, em que Elrond segue achando a comida bem sem graça, seguiram viagem para a estalagem do Falcão, que levaria outro dia de viagem. 

Surpreendidos por um Monte Verderrante

 No fim da tarde, quase se aproximando da estalagem, num dos flancos da trilha que seguiam, surge um Monte Verderrante, que agarra e engolfa o prisioneiro orc. Os aventureiros, assustados, ficam divididos, metade (Magnus e Elrond) acredita que tinham que resgatar o prisioneiro e a outra metade (Aysche, Maya e Kayr) achavam que só deveriam se defender caso a criatura os atacasse, caso contrário deveriam seguir viagem. Com o afastamento da criatura, Magnus e Elrond saíram atrás dela, os demais argumentavam que deviam ir embora. Enquanto se afastava, a criatura ignorava os ataques dos aventureiros e a perseguição, então Magnus gritava aos companheiros que aquilo não era um ataque, mas sim um resgate do prisioneiro, até que os demais decidiram perseguir a criatura.

 Ao cercar o Monte Verderrante, Magnus percebe que há 4 (quatro) licantropos javalis os cercando, e grita um aviso aos companheiros. O Monte Verderrante desengolfa o prisioneiro, agora liberto das amarras e transformado em licantropo javali, e sai de perto de todos, porém é severamente atingido por Aysche, caindo ao chão sem vida. Elrond num avanço contra o novo mal que surgira, foi confrontar um dos licantropos, ignorando o que era prisioneiro (acreditando que este não seria problema por terem poupado sua vida antes), porém seu avanço o colocou no meio do cerco dos licantropos. Magnus que começava a gostar da idéia de retirada, viu-se forçado a ajudar Elrond, acompanhado de perto pelo Kayr e de longe pelas magias de Aysche e Maya. Desta vez o combate não foi tão simples, os licantropos não subestimaram os aventureiros novamente, e derrubaram Elrond e Magnus, antes de prosseguir com a retirada, uma vez que o resgate foi concluído. 

Novamente surgem os licantropos javalis

 Então os demais decidiram cuidar dos dois feridos, deixando que os licantropos saíssem sem perseguição.

Encerramos a sessão neste momento, e todos os aventureiros avançaram mais 1 nível (4º nível), depois farei um post comentando os caminhos que cada jogador está dando aos seus personagens.

Sessão 22 e 23: Surge Gorthok, o Javali Trovão

 Então Elrond convenceu os demais à explorar rapidamente o casarão, e ao passarem pelo pátio onde estava a árvore maligna, observaram que el...