quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Sessão 13: Infestação de Homens-Ratos na Mina de Ouro Pé da Montanha

 Antes de descansarem, Magnus procurou pelo homem que estava aguardando por uma escolta até um mina nas Montanhas da Espada, chamado Don-Jon Raskin. Este ofereceu 100 PO para acompanharem-no até a Mina de Ouro Pé-da-Montanha, pois era um capataz contratado para tornar a mina produtiva outra vez, uma vez que ela havia parado de enviar remessas de ouro para os proprietários em Neverwinter.

Don-Jon Raskin

 Após confirmar que iriam levá-lo até seu destino, Magnus e os demais aventureiros se recolheram para os quartos descansarem. Magnus aproveitou o tempo livre que teria e, junto de Maya, fez ajustes na armadura de placas que tinham para equipá-la na Aysche, que agora conseguiria usar junto às Manoplas do Poder do Ogro. 

 Na manhã seguinte, amanheceu chovendo bastante, os aventureiros se aprontavam para levar Don-Jon Raskin até a Mina de Ouro Pé da Montanha, quando Adabra se aproximou deles e orientou-os à passarem no Escudo Leonino para arrumarem roupas e casacos, pois o frio havia chegado de forma abrupta, mas dali em diante a tendência era piorar com a chegada do inverno. Gratos com a preocupação dela, entraram no Escudo Leonino e fizeram algumas compras com a Linene Grisvento. Observaram que havia alguma arrumação esvaziando o estoque, e foram informados que o prefeito havia colocado um novo aviso no quadro da prefeitura.

 Ao irem ao quadro, viram um aviso aos moradores de Fandalin informando que a Fortaleza Várzea do Machado havia sido desocupada pelos heróis de Fandalin e que deviam se preparar para se deslocarem para lá, pois era um local mais protegido contra o dragão. Nisso, Maya decidiu que deveriam passar na Corretora de Minérios de Fandalin para comprarem alguns componentes especiais para algumas magias, como diamantes e pérolas. Halia Espinheiro os atendeu, sempre parecendo saber bastante da vida pregressa dos aventureiros, demonstrando um especial interesse por Kayr e seu possível passado em Neverwinter.

 Elrond questionou aos demais aventureiros se deveriam ficar em Fandalin para escoltar a população para a Várzea do Machado, porém todos os demais rechaçaram a idéia e seguiram com o plano de levarem o Don-Jon Raskin à Mina de Ouro Pé da Montanha e depois seguirem para o Santuário de Savras, para se livrarem dos Orcs que atacam a região. 

 Na viagem até a Mina de Ouro Pé da Montanha, eles têm a oportunidade de conhecer melhor quem é Don-Jon Raskin, que fala demais e não é nada modesto. Descobrem que ele é um capataz contratado para dar um jeito nos anãos que exploram a mina, que diminuíram a extração de ouro. Conta de outros trabalhos que já fez, sempre com comentários xenófobos sobre outras raças, e um ódio contra os meio-orcs, quem ele acredita que são atormentados a fazerem sempre o mal por Gruumsh, levantando a possibilidade de Gruumsh e Talos serem a mesma entidade apenas adorada por raças diferentes. Kayr curte a idéia de chicotearem anãos e maltratar orcs, mas não gosta da opinião dele sobre os elfos (quem Don-Jon chama-os de lentos e preguiçosos, devido a viverem muito mais que outras raças).

 Durante a viagem, encontraram uns goblinóides mortos há alguns dias, e após investigarem, encontraram sinais de congelamento dos corpos, sinalizando que o dragão branco deve ter sido a razão do óbito deles. Após seguirem viagem, pegaram uma trilha de anãos que leva à mina que procuram, nas Montanhas da Espada. Ao se aproximarem da mina, observam que uns dois vultos humanóides entraram na mina, que possui uma entrada bem escondida atrás de arbustos, o que impossibilitou identificarem de quem seriam essas sombras. Don-Jon Raskin se adiantou no pagamento da escolta e os convidou a passarem a noite na mina, porém Kayr achou melhor entrar na frente para ver se estava tudo em ordem, o que todos concordaram.

 Quando entrou, após um breve corredor de mina, chegou à uma antessala, sustentada por vigas de madeira. Lá encontrou dois Homens-Ratos (licantropos ratos), que observavam a entrada, com suas armas em punho. Kayr lembrou de como licantropos têm o atormentado bastante (homens-javalis, lobisomens e homens-corujas), e se adiantou atacando-os com suas adagas psíquicas, ferindo um deles, e gritou para seus companheiros que haviam homens-ratos no local. Todos adentraram a mina prontos para o combate.

 Após serem atacados, o homem-rato ferido gritou pedindo que não atacassem, e o seu companheiro mirou o pé de Kayr, acertando uma seta em seu pé, para em seguida dizer para não atacarem. Kayr queria continuar o combate, Elrond chegou pronto para a batalha, mas Maya, Aysche e Magnus interromperam o combate e tentaram conversar com os homens-ratos, porém só disseram que eles os levariam até a Zeleen Varnaster, a líder deles.

 Adentraram então a mina, junto com Don-Jon Raskin, que reclamava muito dos anãos por deixarem a mina ser infestada por homens-ratos. Passando por outras antessalas e corredores, chegaram a um salão um pouco mais amplo, parecia ser onde uma boa parte da mineração ocorria, e encontraram mais uns seis homens-ratos, além dos dois que os escoltava, e uma mulher que se identificou como Zeleen Varnaster e se transformou em uma mulher-rato.

 Ao encontrarem com o Zeleen, descobrem que eles se autointitulam como o Bando do Bigode, e informam que ocuparam essa mina por acharem que estava abandonada, porém surgiu anãos que reivindicaram o local e não aceitavam dividir a mina. Com isso um combate se iniciou em que os homens-ratos dizem ter sido atacados primeiro e que os prendeu em uma parte mais funda da mina, porém que há uma saída da mina por lá e que os anãos não estão realmente presos. Questionados do por quê ocuparam a mina, Zeleen informa que antes eles ficavam no Santuário de Savras, onde era seu covil, porém, recentemente, orcs invadiram o local (Zeleen acredita que os orcs chegaram lá fugindo do Dragão Branco que surgiu recentemente), e com isso precisaram buscar outro local para colocar seu covil e se abrigar do dragão. Encontraram a mina a acreditavam estar abandonada. Porém os anãos surgiram.

 Os aventureiros convidaram os homens-ratos a se unirem à eles para expulsarem os orcs do Santuário de Savras, porém Zeleen recusou, informando que encontraram um bom local para o novo covil e não teriam o porquê se arriscarem em tal combate. Elrond questionou sobre os anãos, e se poderiam ir ver se estava tudo bem com eles. Zeleen informou que sim, porém os ratos gigantes deles eram meio selvagens e poderiam atacá-los, e sugeriu acessarem o local pela saída da mina pelo outro lado.

 Ao se dirigirem para o outro lado da mina, por fora dela, chegaram à um local em que haviam dez covas pequenas em formato circular entre elas, ao investigarem um pouco o local, viram que eram recentes e que deviam ser covas de anãos. Perto deste cemitério que encontraram, viram um buraco na montanha, à uns seis metros de altura, em que Elrond ouviu alguns barulhos bem baixo, e se acreditaram que poderia ser a saída que Zeleen se referia. Porém Maya quis continuar procurando, pois achou que esse acesso era um tanto alto para ser considerada saída da mina.

 Ao procurarem um pouco mais encontraram a saída a que se referiam, chamaram na entrada dela, quando houve resposta um tanto quanto amedrontada de dentro dela, após um certo receio, um dos anãos que estavam dentro da mina saiu e se comunicou com os aventureiros. Segundo eles, a mina foi invadida e uma luta ocorreu contra os homens-ratos, que mataram alguns de seus companheiros (que estavam enterrados fora da mina) e que não sairiam de lá, nem dividiriam a mina com tais criaturas vis. Questionado por quem começou o combate, o anão não soube dizer.

 Elrond já queria voltar a matar os homens-ratos pelas mortes que eles causaram aos dez anãos enterrados, porém Kayr e Magnus diziam que não precisava ser resolvido daquela forma. Don-Jon Raskin estava irado com os anãos por permitirem que os homens-ratos invadissem a mina, e que deveriam ter resistido mais, ameaçando chicotear a todos. Aysche fora até os túmulos e rezou para Sêlune receber as almas dos que caíram naquela situação.

 Maya tentou negociar com os anãos um pagamento para que eles se livrassem dos homens-ratos para eles, porém os anãos nada tinham o que oferecer, elevando a fúria do Don-Jon Raskin. Então Magnus, vendo que os anãos não poderiam oferecer nada, virou-se para o injuriado Don-Jon e fez oferta dele custear essa limpeza, ou iriam embora, deixando-o sozinho com os anãos para resolver a situação. 

 Após alguns cálculos, e bem contrariado, Don-Jon ofereceu a metade da produção atual da mina (metade de tudo que foi extraído e estivesse armazenado na mina), oferta aceita pelo grupo. Ainda sim, Elrond queria retornar para questionar mais uma vez os homens-ratos e Zeleen, pois estava convencido que o ataque havia sido covarde e que os homens-ratos deveriam morrer. Como ainda precisavam passar a noite, aceitaram que podiam voltar a falar com os homens-ratos, e que Elrond usaria uma magia para forçá-los a dizer a verdade.

 Enquanto Elrond tentava extrair a verdade com magia, Aysche preparava, pela primeira vez, um ritual para um refúgio mágico, o Pequeno Refúgio de Leomund. Elrond utilizou magia Zona da Verdade, porém percebeu que Zeleen não seria afetada, então direcionou sua magia para outro homem-rato, que sabia que seria afetado. Perguntou então como ocorreram as coisas, como haviam matado os anãos, porém o homem-rato só dizia que Zeleen que fala essas coisas e que tudo era do jeito que ela falava. Maya, que acompanhava Elrond, percebeu que Elrond se enfurecia com as respostas e estava pronto para atacá-los, porém percebeu que os homens-ratos agiam da mesma forma que antes, com total subserviência à Zeleen. Não informavam nada, desde o início, somente ela que respondia todas as questões. Com isso, convenceu Elrond que não adiantaria questioná-los, pois não estavam escondendo nada, apenas seguiam as ordens de Zeleen e não faltavam com a verdade quando respondiam que Zeleen tratava de tudo.

 Decidiram então que deveriam descansar para seguir para o Santuário de Savras no dia seguinte, Magnus pegou um mapa da estrutura do santuário e todas as possíveis armadilhas. Disseram ao Don-Jon Raskin para ficar com os anãos e entraram no refúgio conjurado por Aysche. Antes de dormirem, Aysche decidiu tentar a magia Remover Maldição em Elrond para tentar localizar onde estaria o lobisomem que o amaldiçoou. Ao usar a magia, ambos tiveram a seguinte visão: Em meio a corredores de uma caverna, com a morte à seus pés, chegarão à um beco escuro e profundo. Ao atravessá-lo, se envolverão na escuridão completa, e em seguida sairão chegarão à uma descida de colina, sombria e cinzenta, com árvores retorcidas e Selûne mais distante e menos brilhante, Elrond é acometido pelo Lobisomem, que o rasga ao meio, e ao tentar atacar Aysche, Elrond reaparece e confronta tal criatura. Enquanto isso, Aysche observa ao longe uma construção, que lembra uma pequena prisão, que está com a porta aberta e uma luz fraca dentro. Ao se aproximar desta porta, ela fecha.

 Durante o descanso longo, Elrond segue sonhando com o lobisomem dentro dele tomando conta e atacando seus companheiros, em cada sonho tem sido um companheiro diferente, Magnus sonha com um meio-gigante (um Golias) que conhecera há época do ataque do dragão azul, este desenha uma runa em seu peito e diz: Tudo que o dragão retirou de você alimentará essa runa e o tornará em um gigante ao enfrentar tais lagartos voadores.

 Em seus transes, Kayr tem uma visão com seu amigo perdido, que destransformado, dirá: Lembre-se de quando estivemos em Faéria! e encostará na testa de Kayr, já Maya tem a visão em seu transe com um dragão azul atacando sua embarcação, atingindo diretamente com um raio o seu capitão. Ao correr para tentar socorre-lo, ao alcançá-lo, vê que o seu capitão desapareceu e quem está em seus braços mortalmente ferido pelo raio é Magnus, e repara que não estão mais no navio, e sim na encosta.

 Na manhã seguinte, Maya comenta com Magnus sua visão, e este conta sua história com um dragão azul que devastou sua vila, matou sua família e deixou nele uma marca (que ele mostra). Magnus desenha a runa que sonhou em seu peito. Saíram então em direção as ruínas de Grão-Coelho, para depois seguirem para o Santuário de Savras, uma viagem que levaria dois dias e meio no máximo.

 Durante a viagem, que seguia chuvosa e fria, na primeira noite de viagem em que dormiam sob a proteção do Pequeno Refúgio de Leomund, Kayr teve uma visão com uma lembrança esquecida de Faéria, em que ele e seu amigo se aventuravam pelas florestas loucas de Faéria, até que encontraram uma velhinha que os convidou para tomarem um chá. Neste chá que ele tomou havia um verme escondido que dentro dele, em que ele só percebeu quando este já descia sua garganta e a velhinha dava uma risada meio macabra, com isso Kayr desperta e vê Aysche extremamente incomodada, como se estivesse em um pesadelo.

 Em seu pesadelo, Aysche tem uma visão ampla da Costa da Espada, com a sombra da morte crescendo em dois pontos, nas Montanhas da Espada e no Pântano dos Mortos, e uma grande tempestade se forma em dois pontos, no Mar das Espadas e no Bosque de Neverwinter. Então ela se transporta para o meio do Bosque de Neverwinter e vê pedras em círculo e um porco gigantesco. Com isso ela acorda gritando "Porco! Porco!", Kayr que estava desperto se aproximou dela dizendo que não havia nenhum porco, mas ao tocá-la, revirou seus olhos, que ficaram brancos como duas luas cheias e começou a dizer em uma voz gutural: No reino de Shar, a mão morta do destino renasce e espalhará sua sede de morte pela Costa da Espada. Dos braços de Umberlee, surge a força do senhor da tempestade, que em sua ambição de poder, almeja o controle da Costa da Espada. Ambos estão atrás da ruina astral que se aproxima. Isso acorda todos, que o olham com espanto, enquanto Kayr retorna a consciência e diz mais uma vez que não há nenhum porco.

 Na manhã seguinte, ainda debaixo de bastante chuva e nuvens carregadas, ainda sem entenderem bem o que ocorrera à noite, seguiram viagem, e nas proximidades das ruínas de Grão-Coelho foram emboscados por um bando de orcs, que flanquearam eles. Porém durante o ataque, surge em meio as nuvens Cryovain, soltando sua baforada de gelo sobre os orcs (que eram maiores e apetitosos que os aventureiros), e na volta pegou os blocos de gelo com os orcs congelados e voltou a voar por cima das nuvens. Nunca Cryovain esteve tão perto dos aventureiros, puderam observar todo seu tamanho ameaçador e perceberem que aparenta ser um jovem dragão adulto.

 Após o incidente, seguiram para as ruínas de Grão-Coelho, lá chegando e preparando o local para passarem à noite, para no dia seguinte irem até o Santuário de Savras. Neste momento encerramos à sessão.

Sessão 22 e 23: Surge Gorthok, o Javali Trovão

 Então Elrond convenceu os demais à explorar rapidamente o casarão, e ao passarem pelo pátio onde estava a árvore maligna, observaram que el...