sexta-feira, 10 de abril de 2026

Sessão 22 e 23: Surge Gorthok, o Javali Trovão

 Então Elrond convenceu os demais à explorar rapidamente o casarão, e ao passarem pelo pátio onde estava a árvore maligna, observaram que ela parecia menos destruída do que deixaram, dando indícios de regeneração. Durante a exploração, encontraram nos andares superiores um manto, um bastão, um frasco com um pó dentro e um cajado. Também encontraram uma carta destinada a Grannoc, em que solicitava a mobilização das tropas de orcs para um ataque à Estalagem do Falcão.

 Para não correrem risco da árvore maldita retornar à vida e atacá-los novamente, encerraram as buscas no Casarão do Bosque e se reuniram com Xanth para seguir até o local onde dizia-se haver rituais à Talos. Porém quando saiam da área que circundava o casarão, se depararam com um exército de orcs liderados por um javali.

 Maya, se antecipando e aproveitando que os orcs estavam todos próximos uns dos outros, conjurou uma bola de fogo e jogou em cima deles, ceifando a vida de quase todos eles. O javali, atingido pela bola de fogo também, se revelou um meio-orc, que invocou inços-pragas Espinheiros e Vinhas para auxilia-lo no combate, e em seguida pediu à Talos a benção de seu poder e atirou em direção aos aventureiros um relâmpago poderoso, ferindo alguns deles. Porém, com a horda de orcs praticamente derrotada, o combate não durou por muito tempo, e os inços-pragas foram destruídos sem muita dificuldade, e o meio-orc acabou sendo morto ao fim do combate. Com ele foi encontrado uma poção de cura.

 Decidiram então seguir viagem, por mais um tempo apenas, mas imploraram ao Xanth para descansarem, pois estavam esgotados. O centauro, receoso com o tempo que acreditava ser exíguo, aceitou. Aproveitaram para tentar descobrirem sobre os itens que haviam encontrado no casarão. Kayr ficou com o manto da ondulação e com o bastão imóvel e descobriu que o castiçal na verdade era uma espada com lâmina de fogo; Aysche ficou com o pó do desaparecimento; Elrond ficou com a espada com lâmina de fogo que Kayr encontrou, chamada Lumiere (cuja a empunhadura era um castiçal e quando ativada as pequenas velas ascendiam e formavam uma lâmina de fogo); Maya ficou com o cajado do bosque verdejante e com o grimório de magia da elfa maga que era dona do casarão anos atrás.


 O grimório, além de magias, também é um diário, datado de 1421 à 1482, com anotações espaçadas ao longo dos anos. Conta o objetivo dela no Bosque de Neverwinter era estudar novos ingredientes para poções e magias. Ela indica ser seguidora do deus Silvanus (Pai da Floresta), apesar de respeitar todo o panteão e entender o equilíbrio que existe as diversas entidades. Ela teve várias companhias de aprendizes, que iam embora após passarem alguns anos com ela aprendendo o que era possível. Ela sempre cita, em cada um, a pressa em aprenderem, sem se preocuparem com o processo. Ela deixa claro que não entende bem a pressa desses aprendizes humanos e halflings. Ela cita as várias vezes do retorno de infestação de licantropos porcos no bosque, que parece sazonal (na verdade com intervalos de 3 a 5 anos entre as infestações). Sempre procurando se manter fora do confronto com eles. Nos últimos 2 anos dos seus registros, ela relata encontros com alguns seguidores do deus Talos, e o aumento de seu séquito. Um de seus últimos aprendizes era um meio-orc seguidor de Talos, chamado Grannoc. No último mês de registro no grimório, ela relata ter sido confrontada, próximo ao casarão, por um grupo de licantropos e que fora ferida. Ela relata ter tentado encontrar uma solução para uma possível maldição de licantropia adquirida. E relata um ódio crescente contra seus últimos aprendizes, exceto Grannoc, que parece entendê-la com a visão de que Talos está abençoando-a com a sua destruição do que ela era para virar algo maior e mais relevante, ao contrário de Silvanus, que a atormentava com a manutenção do equilíbrio. No último relato, ela diz não confiar em mais nenhum de seus aprendizes e que sua condição piorara, porém trazia prazeres antes ignorados por ela, e que deveria se juntar aos demais, mas que nada deixaria a seus conhecimentos aos velhos aprendizes, a quem só desejava a morte.

 Após as descobertas, o grupo fez um descanso longo. Durante ele: Elrond sonha enfrentar um pequeno grupo de licantropos javalis e ao empalar um deles, esse volta a sua forma original, revelando ser Magnus; Aysche sonha estar em um pântano, nas proximidades de uma fortaleza aparentemente abandonada, enfrentando mortos-vivos para sobreviver, após derrotá-los, encontra um corpo preso no pântano, segurando a lança que Magnus levou; Maya vislumbra sua antiga embarcação, o Amante Azarado, navegando novamente com seu antigo capitão, e com Magnus à bordo. Quando uma tempestade se forma, do meio dela sai um dragão azul, que Magnus prontamente desafia, apontando a lança que ele levou. O dragão solta um raio, matando Magnus e danificando a embarcação. A fúria da tempestade termina o serviço, afundando o navio; Kayr vislumbra mais uma vez o covil de Cryovain, percebendo que o dragão fareja algo se aproximando, e após isso revê todo o caminho que leva ao covil, com Magnus e mais 4 companheiros (que estão desfocados) iniciando a subida da cordilheira para chegar à Cryovain.

 Na manhã seguinte, ao despertarem percebem que ainda está bem escuro, porém, segundo Xanth, já é dia. Ele acredita que o ritual avançou muito e teme que possa ser tarde demais para interrompê-lo, e apressa os aventureiros para seguirem até o Círculo do Trovão.


 Quando chegam à um monte em que no topo parece estar havendo uma forte tempestade de raios e muito vento. Ao se aproximarem do topo, Kayr decide que deve ir à frente investigar, com a Maya lhe lançando a magia de invisibilidade, para dificultar mais ainda perceberem o ladino com seus passos leves e furtivos. Kayr faz uma varredura no topo do monte, encontra um círculo de pedras ritualísticas em que há três meio-orcs realizando um ritual, e verificou que há javalis e orcs fazendo a segurança do acesso à este círculo. Enquanto se esgueirava furtivamente por entre as árvores, Kayr é agarrado fortemente por uma planta e grita bem alto, desmaiando após isso.

 O grito atraiu a atenção dos orcs e javalis que estavam de guarda, e alertou Maya, Aysche e Elrond. Rapidamente Maya lança outra bola de fogo nos guardas que estavam distraídos com grito de Kayr, ceifando as vidas dos orcs que estavam guardando o monte, porém os javalis, chamuscados, mudam para forma humanóide, revelando-se licantropos javalis. 


 Aysche, com a escuridão do local, consegue voar à procura de Kayr, há tempo de ver um Monte Verderrante fagocitando o corpo de Kayr, que está bem ferido e aparentemente está sem vida. Informa os seus companheiros e então começa uma batalha para conseguirem chegar perto da criatura e libertar o corpo de Kayr, porém os licontropos javalis não são tão facilmente abatidos, e quando se aproximam da grande planta, ela também é bem forte de se combater.

 Durante este extenso combate, Aysche e Maya caem perante a criatura vegetal, sobrando apenas Elrond e Xanth ainda de pé. Elrond parecia perder toda a esperança, perguntou à Xanth se ele conseguiria ajudá-las com alguma cura mágica. O centauro confirma, porém demonstra preocupação com a criatura e o ritual, fato que Elrond o tranquiliza, afirmando que cuidará de tudo se ele as ajudar. Xanth recupera um pouco da saúde de cada uma delas, enquanto Elrond derruba alguns licantropos. Ao levantarem, Aysche e Maya observam que um grande raio atingiu o topo do monte, e escutam um grande guincho com grunhidos, e ao olharem para o topo do monte veem um enorme javali negro (maior que um elefante), com olhos relampeando e suas enormes presas soltando pequenos raios, acompanhado de um dos meio-orcs.

Gothork, o Javali Trovão

 Este era Gothork, o Javali Trovão, cria de Talos, convocado pelo ritual. Elrond após acabar com o último licantropo, se virava para tentar cuidar do Monte Verderrante, e se deparou com Gothork descendo até eles. Maya, com seus ataques mágicos, conseguiu finalmente destruir o Monte Verderrante, sobrando apenas o Gothork e os meios-orcs, com um deles descendo o morro junto ao grande javali, os dois demais ainda apareciam no topo do monte. Após alguns ataques, Gothork e o meio-orc conseguiram matar Xanth e ferir os demais, porém, Elrond num ataque fulminante destruiu a cria de Talos, gerando uma grande explosão de ar, que começou a clarear o céu. Os meio-orcs decidiram recuar, porém Elrond conseguiu pegar o que estava mais próximo deles e o desmaiou. Os demais escaparam, enquanto amarravam o que Elrond pegou.

 Correram até Kayr e Xanth, viram que ambos estavam mortos, porém, Aysche ainda tinha um diamante consigo e o usou para ressuscitar Kayr, que volta dos mortos, sem saber o que ocorrera para ele ser agarrado estando invisível.

 Neste momento encerramos a sessão.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Sessão 21: As Vinhas da Ira

 Na manhã seguinte seguiram pelo caminho que levava-os ao Casarão do Bosque, e conforme se aproximavam do local, eram envoltos à uma névoa que, a cada metro que andavam, ia se adensando mais, escurecendo o local, até mesmo reduzindo a passagem da luz do dia.

 Adentrando aquele miasma, Xanth começou a mostrar-se incomodado e proferindo avisos que o ar estava com um cheiro maligno, que a névoa era perigosa. Kayr, com bom humor, desculpou-se por uma flatulência involuntária e jocosa. Quando chegaram ao casarão, mal conseguiam vê-lo sem se aproximar, porém percebia-se que estava escuro e silencioso. Kayr preferiu se aproximar sozinho, esgueirando-se pelo miasma de forma bem silenciosa e furtiva. Percebeu um jardim de abóboras em volta da casa e se defrontou com alguns poucos javalis, assustando-os e os expulsando do local (fugiram para as árvores do bosque).

 Ao observar o casarão mais de perto, percebeu que ele estava coberto por vinhas por todos os lados, com as janelas coberta por elas, porém a entrada parecia desimpedida e o silêncio imperava do lado de dentro do casarão. Kayr informa os companheiros, ao retornar para junto deles, que conversam com Xanth sobre explorarem o casarão antes de seguir para o local que ele pretendia levá-los. O centauro recomenda que não demorem com a exploração, pois algo de maligno está presente no ar e o tempo urgia contra eles num possível avanço de rituais dos seguidores de Talos. O tempo é um recurso exíguo naquele momento. Xanth ficou de fora do casarão, pois construções como aquela não eram planejadas para abrigar um centauro.

 Adentrar o casarão não melhorou a visão deles, o miasma continuava firme lá dentro. Por dentro, o casarão parecia abandonado, porém haviam sinais de uso recente. Explorando rapidamente a parte mais central do casarão, chegaram à um pátio com um poço, do qual saia uma árvore velha e retorcida, de casco escuro e várias vinhas espalhando-se pelo chão. Aysche resolveu verificar se aquela árvore tinha alguma implicação mágica, e tentou detectar magia nela, entretanto sem identificar nenhum uso mágico nela. Então atravessaram esse pátio e chegaram a um salão escuro e cheio de vinhas, e logo perceberam que havia algo desenhado no chão.

 Após Maya e Aysche avaliarem do que se tratava o desenho, chegaram a conclusão que houve um ritual naquele salão para a convocação de uma entidade conhecida como Lorde das Vinhas. Enquanto isso Kayr fora investigar uma lareira que tinha vinhas saindo de dentro dela, e ao se aproximar foi atacado por tais vinhas, que depois formou uma criatura meio humanoide, porém sendo o corpo completamente feito de vinhas.  

 Enquanto Kayr era atacado, outras 4 criaturas do mesmo biotipo surgiram das paredes dos quatro cantos do salão, e atacaram os aventureiros. Durante o combate com tais pragas em formas humanas de vinhas, surge do teto, atrás deles, uma criatura, que um dia possa ter sido um humanoide, coberto de vinhas e com vários tentáculos de vinhas, com olhos vermelhos, que os atacou brutalmente. Perceberam logo que tratava-se do Lorde das Vinhas.

Combate dos aventureiros com o Lorde das Vinhas.

 Em um combate extenuante e quase fatal para alguns, Lorde das Vinhas e seus Inço-Pragas Vinhas foram destruídos, com Elrond arrancando a cabeça do Lorde das Vinhas ao fim, dedicando sua seiva ao deus Helm. Cansados e precisando de um descanso após o combate, decidiram voltar para junto de Xanth e recuperarem as forças.

 Contudo, ao tentarem atravessar o pátio da árvore sombria, pequenas criaturas de madeira os atacaram, e na sequência a própria árvore sombria os atacou com suas vinhas. Dado o esgotamento físico, Maya resolveu apelar para uma de suas magias mais poderosas e evocou uma bola de fogo sobre os inço-pragas ramos e na árvore Gulthias, atingindo a todos, porém encerrando a existência apenas das criaturinhas, a árvore sombria continuava ativa, porém bem combalida. 

Hora da Bola de Fogo!
 Sem suas criaturinhas para ajudá-la, a árvore sombria logo tombou, liberando os aventureiros para correrem para a fora do casarão. Porém, Aysche, que ainda estava com suas percepções mágicas afloradas, sentiu que havia emanações mágicas vindo de outros dois aposentos que eles ainda não havia explorado na entrada do casarão. Como precisavam descansar, decidiram investigar isso após o descanso curto.

 Ao encontrarem Xanth e informá-lo de que precisavam descansar, eles os alertou de que não podiam perder muito tempo mais, contudo era necessário que recuperassem as forças. Após o descanso curto, negociaram com o Xanth para vasculharem os dois aposentos que Aysche tinha apontado. Reticente, o centauro concordou. Ao explorarem o primeiro dos aposentos, que parecia uma velha sala de estudos, encontraram um livro com traços mágicos em um alçapão escondido debaixo do tapete velho, que ficou com Maya. 

 Depois se deslocaram para um aposento que aparentava ser uma sala de jantar, encontraram um castiçal com velas já no fim, que possuía traços mágicos e cinco bonecos de gravetos que claramente replicavam os aventureiros (ainda quando estavam juntos de Magnus), esses cinco bonecos de gravetos "ganharam" vida e os atacou. Como estavam descansados, os aventureiros não tiveram trabalho algum em acabar com eles.

Neste momento encerramos a sessão.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Sessões 19 e 20: A Tumba do Dragão e a Fuga de Magnus

 No dia seguinte, seguiram para Fandalin, onde encontraram a vila quase deserta, apenas com Daran Edermath (em seu pomar), Adabra Gwynn (no Santuário da Sorte) e Halia Espinheiro (na Corretora de Minérios), que decidiram continuar na vila para não abandonarem seus postos. Daran não queria que o pomar ficasse sem cuidados, Adabra não sairia do Santuário da Sorte para outro lugar que não fosse sua torre, e Halia não queria perder o ponto de comércio dela (que atendia mais viajantes do que as pessoas da cidade). Todos os demais moradores (exceto a Irmã Garaele, que ainda não tinha voltado de sua viagem) haviam se refugiado na Fortaleza Várzea do Machado.

 Kayr e foi até a Corretora de Minérios vender alguns dos itens e pedras preciosas que haviam encontrado nos últimos dias, e em conversas com Halia, entendeu suas razões para ficar e que os moradores tinham realmente se refugiado na fortaleza, e se informou mais sobre a localidade Tumba do Dragão e sua lenda de haver uma arma matadora de dragões enterrada lá. Maya e Magnus foram verificar se o prefeito ainda estava na vila, e logo perceberam que não havia outros moradores, além dos três mencionados. Aysche foi ao Santuário da Sorte e encontrou Adabra, que perguntou se tinham conseguido ajudar Elrond com sua moléstia, ficando satisfeita ao saber que haviam retirado a maldição do meio-elfo. Elrond foi ao pomar, onde encontrou Daran e reportou todo o ocorrido com ele e os demais no plano da sombras, contou a história de seu irmão e perguntou se podia ajudá-lo com o transporte do corpo para Neverwinter (assim entregando-o ao seu pai). Daran informou sobre um grupo da Ordem do Olho Dourado que passara por Fandalin para encontrá-lo no dia anterior, mas que haviam saído de volta à Fortaleza de Helm, e que podiam ser encontrados no caminho até lá. Após se reencontrarem, decidiram partir de imediato, dada a demanda de Elrond e que o caminho parecia seguir, segundo informações colhidas por Kayr, para onde se encontrava a Tumba do Dragão.

 Durante a viagem, eles alcançaram um grupo da Ordem do Olho Dourado, como Daran havia alertado, que se preparava para acampar à noite. Elrond se aproximou e fez as apresentações. Após uma longa conversa, explicou a situação do corpo de seu irmão e se podiam levá-lo para seu pai, o grupo da Ordem do Olho Dourado se comprometeu em entregar o corpo e dar o recado de Elrond para seu pai. Também conversaram sobre a ordem e sobre a lenda da arma matadora de dragões na Tumba do Dragão, informaram que a entrada da Tumba é desconhecida, porém indicaram que um centauro, chamado Xanth, poderia ajudá-los.

 No dia seguinte, os seguidores da Ordem do Olho Dourado deram as indicações do local onde seria a Tumba do Dragão, com rochas lembrando a coluna de um dragão enterrado, assim separando-se do grupo e levando o corpo do irmão de Elrond para Neverwnter. Quando se aproximavam da formação de um terreno que lembrava as cristas costais de um dragão, o grupo avistou um centauro, que se aproximou do grupo informando que o local era mal-assombrado e que deveria deixar a Tumba do Dragão.

 O grupo informa que precisa adentra a Tumba, para buscar a arma matadora de dragões, informando da existência do Dragão Branco nas redondezas, Cryovain. Xanth, porém, informa que há mal maiores do que a reles existência de Cryovain. Expôs suas preocupações com o avanço do Culto de Talos, que é o deus da destruição e da tempestade. Segundo Xanth, os avanços do culto traz desequilíbrio maior que de um dragão maligno. Ainda sim, Elrond, Aysche, Maya, Magnus e Kayr argumentam que precisam entrar na Tumba do Dragão para pegar a arma, e que depois o ajudariam com o culto, antes de cuidarem do dragão. Então Xanth indica o local onde luzes noturnas surgem sobre a coluna do dragão, indicando a pedra onde elas surgem, o que sugere que seja a entrada da tumba, porém, com o tardar do dia, preferiram acampar antes.

 Durante a noite, os aventureiros observaram que o alto da colina, onde Xanth havia indicado, apresentou um brilho durante a noite, e Kayr ao tentar se aproximar e descobrir o que era a fonte desse brilho, acabou por provocar o desaparecimento do brilho, como se sorvido pelas pedras que imitam espinhas de um dragão. Decidiram então verificar as pedras e encontraram a entrada secreta da tumba.

  Na manhã seguinte eles entraram na Tumba do Dragão, que se mostrava uma pequena tumba estreita, que levava a diversas criptas, com armadilhas e fogos fátuos que apareciam e desapareciam da visão dos aventureiros, dando um certo trabalho à eles. Entre tantas criptas eles acabaram encontrando a de Lady Tanamere Alagondar, onde encontraram um lança cravada no crânio de dragão, e ao retirarem a lança do crânio, Elrond foi atacado por um inimigo invisível que gritava para devolver a lança ao seu lugar, após um início de combate à cegas, Aysche lança a magia Fogo das Fadas, e revela a localização do Espreitador Invisível, facilitando o combate e ajudando à destruir o adversário invisível. Durante o combate, Elrond largou a lança no chão para atacar melhor com sua espada. 

 Encerrado o combate, Magnus pega a lança e fica com ela, olhando para ela com certo desejo e admiração. Após isso seguiram explorando a tumba, até encontraram a ossada de um cavalo de guerra em uma das criptas, que ganhou "vida" e se levantou, sendo atacado pelos aventureiros, que sem dificuldade foi despachado de volta ao chão e sem vida, como estava antes.

 Após a exploração da tumba, saíram dela para encontrar o centauro Xanth e cumprir com seu acordo. Magnus dizia que deviam ir direto encarar Cryovain, visto que esse era o objetivo inicial deles ao buscarem a lança, porém o grupo decidiu que o apalavrado com Xanth se sobrepunha ao desejo deles acabarem com Cryovain, que veria seu destino após ajudarem o centauro.

 Xanth segue de guia para eles no Bosque de Neverwinter, em dois dias chegariam à Estalagem de Caça do Falcão, e após a primeira noite no bosque, os aventureiros perceberam que Magnus partira no meio da noite. Xanth disse que ele se afastou dos demais quando todos dormiram (ou entraram em transe), levando a lança com ele, e que aparentemente seguiu em direção as Montanhas da Espada.

 Os companheiros discutiram se essa atitude de Magnus teria sido por alguma dominância da lança sobre ele, ou se ainda era algum resquício da alteração de comportamento que ele tivera no Plano das Sombras, ou se era uma união das duas alternativas. Os quatro resolveram verificar com Xanth se teria algum problema de irem atrás dele, se afastando do ataque ao Culto de Talos. O centauro lamentou que a palavra deles seria quebrada por ação intempestiva de alguém que os abandonou, e que o mal crescente do Culto de Talos ganharia dimensão maior com esse desvio. Diante disso, decidiram que deviam cumprir com o acordado com Xanth e lidar com o Culto de Talos.

 No início da noite chegaram à Estalagem de Caça do Falcão, ou pelo menos o que um dia foi ela. Encontraram a estalagem destruída pelo fogo, com uma análise mais minuciosa, descobriram que fora destruída há uns 2 dias, encontraram o corpo carbonizado de Corwin, empregado do Falcão, e sinais de que uma carroça saíra pouco antes do ataque, possivelmente com Falcão e Linda Kalazorn indo para Fandalin. Identificaram sinais de ataque, possivelmente de orcs, acompanhados de algum porco gigante, que destruíra a cerca que protegia o acesso à estalagem, que agora restava-se em cinzas.

 De início lembraram do Casarão no Bosque que deixaram para lidar em outro momento, e dos sinais de que havia orcs nele. Conversaram com Xanth, para saber para onde ele acreditava ser o caminho para o Culto de Talos se reunia, e descobriram que o casarão fica no caminho, com isso decidiram que vão investigar o casarão e seguirão ao local que o centauro os quer levar.

 Encerramos a sessão 20 nesse momento.

terça-feira, 17 de junho de 2025

Sessão 18: Revelações Sombrias

 Após encerrarem com a ameaça vindo das sombras, tentaram mais uma vez descansar um pouco, porém, minutos depois de se acomodarem, os aventureiros começaram a escutar uivos vindo de todas as partes, exceto Aysche e Elrond, pois ambos escutavam outras coisas no lugar.

 Aysche escutava um apelo vindo direto à sua mente e tentando constranger seu coração, este apelo clamava-a por trocar Sêlune por Shar (deusa irmã de Sêlune) e abraçar a escuridão. Demonstrando devoção à sua deusa guia, Aysche orava para que Sêlune afastasse essa perturbação de seu coração. Elrond escutava algo diferente, um desafio a sua devoção à Helm, clamando por abandonar o deus protetor e abraçar a morte, se entregando à Myrkul, que lhe traria conforto e respostas, além de libertar a criatura que o corroía por dentro. Em momentos de quase frenesi, Elrond ajoelhou-se temente à Helm e orou por sua orientação.

 Maya e Magnus pareceram ficar muito afetados por toda situação em sua volta. Maya começou a acreditar que tudo que faziam naquele lugar era sem propósito, que não conseguiria ajudar Elrond com sua maldição, que nada havia a preparado para enfrentar tal escuridão e essas sombrias ameaças. Um desânimo tomou conta de seu ser. Já Magnus começou a demonstrar pavor em seus olhos, sentia a ameaça surgir de todos os lados, tinha certeza que aquele lugar queria matá-lo primariamente. Olhava para todos os lados, buscando saber de onde vinham os uivos que escutava, que parecia vir de todos os lados, aumentando seu pavor. Estava decidido a sair de lá o mais breve possível.

 Em meio à esses acontecimentos, surge, da sala à frente, em meio à escuridão e sombras, uma voz exigindo que entregassem o licantropo (Elrond). Kayr questiona o que aconteceria se não o fizesse, e recebe como resposta uma ameaça mortal. Então pediu que o solicitante se revela-se, e saindo das sombras surge uma figura baixa, de cabelos negros, pele coberta de pêlos cinza escuros, de olhos vazios, orelhas pontudas e um sorriso sombrio, que lhes diz que se o atacarem, as sombras os devorarão com suas ameaças escondidas. Solicita mais uma vez que o licantropo o acompanhe, pois é aguardado por seu criador. Kayr questiona se todos podem ir juntos, a figura sorri ainda mais sombriamente que antes e diz para seguirem sua voz, desaparecendo nas sombras.

 A voz dele os guia por dentro da fortaleza, passando por onde mataram os vermes da carniça, adentrando um corredor escuro, e levando-os à um aposento que tinha uma pequena tocha que pouco iluminava, onde Elrond sentia ainda mais forte o cheiro familiar que ele sentira antes, porém sem ainda lembrar de onde seria. Este aposento tinha destroços de móveis e uma porta fechada à frente, cuja a voz indicara que deveria adentrar. Ao se aproximarem da porta, Elrond ouviu uma conversa interna, em que falavam que deveriam levar as informações colhidas à Ularan Mortus e Nezznar, pois esses deveriam saber que a coroa, a varinha e o anel eram necessários. Ao saber disso, informou seus companheiros, pois temia perder o controle do lobisomem dentro de si.

 Ao adentrarem o aposento, encontraram uma sala mais ampla e mais iluminada que todos os demais aposentos, com um livro à mesa e três indivíduos que conversavam: um lobisomem grande e de pelagem negra, aquele que eles um dia como Don-Jon Raskin, e um elfo de cabelos negros, que Elrond reconheceu como seu irmão Eclisyon, que achara estar morto. Raskin cumprimenta os velhos conhecidos, enquanto o lobisomem avança em direção à eles, olhando para Elrond, que avisa os companheiros que o elfo é irmão dele. Com olhar de ódio, o lobisomem ordena que Elrond se transforme, que, sem conseguir resistir, vira mais um lobisomem, e o combate se inicia. Atrás de Magnus surge a criatura que os levou até o aposento, atacando-o por trás, e em seu pavor, Magnus entra em fúria.

 Eclisyon profere palavras obscuras e conjura um buraco de sombras atrás de Don-Jon Raskin, ordenando que ele leve as informações à Ularan Mortus e Nezznar. Raskin sorri para o grupo, despede-se desejando que Myrkul os abrace, e desaparece dentro do buraco de sombras, que colapsa em seguida. Eclisyon retira uma besta sombria e entra no combate com os demais, à distância.

 Durante o combate, Magnus sepulta a criatura sombria atrás dele e parte em fúria pavorosa para cima de Eclisyon, Kayr e Maya enfrentavam os dois licantropos, enquanto Aysche consegue, com certa dificuldade e demora, destransformar Elrond. Destransformado, Elrond parte para cima do Lobisomem Superior, utilizando sua destruição divina e consegue encerrar com a vida dele, proferindo as palavras: Eu escolho a luz de Helm, criatura amaldiçoada! Após ter a existência encerrada, o lobisomem revela-se um bugurso, que acreditam ser Blaargh, arauto de Nezznar que infectou Elrond com a maldição.

 Elrond tenta argumentar com o irmão, que com um olhar demoníaco os ameaça e fala em língua abissal, chamando cães sombrios para auxiliá-lo. Nesse meio tempo, Magnus ainda em fúria avança sobre Eclisyon, enquanto os cães atacam-no.

 O combate prossegue, com Elrond pedindo aos companheiros para que não matem seu irmão, pois queria entender o que havia ocorrido com ele. Em um dado momento, com os cães sombrios já sobrepujados, Elrond consegue dar um golpe que nocauteia o irmão, que cai. Porém, em seguida uma névoa sombria começa a sair dos poros, boca, olhos e ouvidos de Eclisyon, revelando uma possessão demoníaca por um Demônio das Sombras, vindo direto do Abismo.

 Ao presenciarem tal evento, um arrepio percorreu a espinha de todos, e o olhar do demônio para eles, vermelho de ódio, destilou suas piores palavras para os aventureiros, agarrando o corpo desfalecido de Eclisyon, olhando diretamente para os olhos de Elrond, arrancou a cabeça do elfo nocauteado, arremessando-a à ele, e prosseguindo com o combate.

 Todos atacando o demônio das sombras, que fere à todos, e Elrond golpeando com sua espada e, orando à Helm para iluminar sua vingança contra a entidade demoníaca que decapitou seu irmão, gastando sua energia em embainhar sua lâmina com a destruição divina, enfraquece muito o ser infero. Maya, ainda sem muita convicção de sua capacidade, tenta mais uma vez um golpe mágico derradeiro, o Dobre à Finados, que desta vez rompe as defesas do demônio.

 O demônio das sombras sorri e, olhando nos olhos de Elrond, diz: Nos vemos no abismo!

 Com a fuga de Don-Jon Raskin, a vida de Blaarg - o lobisomem superior - ceifada, junto aos cães sombrios e ao ser diminuto com olhos sombrios, e o demônio devolvido ao abismo, os aventureiros verificam os itens e documentos que conseguem encontrar. Kayr fica com a besta sombria e Maya pega o livro dos mortos. Magnus segue apavorado com este plano e fica o tempo todo pedindo para saírem dele, pois permanecer ali pode atrair mais criaturas sombrias. 

 Maya, lendo o livro dos mortos, coleta informações sobre uma forma de reestabelecer o poder de Myrkul, sendo necessário três itens: A Coroa de Espinhos, o Anel de Myrkul e o Cajado de Ossos. Os três itens aparentemente era pertencentes à Myrkul enquanto ainda não era uma divindade, e somente os três juntos poderiam reestabelecer a posição de Deus dos Mortos e da Morte, arrancando a posição de Kelemvor, que ocupou o posto. Kayr, estudando bastante a besta sombria, descobriu que ela embainha as flechas com uma sombria mágica.

 Decidem então retornar pelo caminho que os trouxe à este plano das sombras, e ao atravessar o portal, retornaram à mina de ouro Pé da Montanha, onde reencontraram os corpos que deixaram para trás, porém sem a guarda dos homens rato. Observaram que os cadáveres estavam mais decompostos, aparentando estarem uns 10 dias mais avançados nos estágios de decomposição.

 Procuraram os homens rato pela mina, sem encontrá-los. Na saída da mina, viram que não havia ninguém lá, nem mesmo a carroça com a égua de Magnus. Ao investigarem o local, observaram que haviam sinais de derretimento de água em alguns pontos, e que a corda em que a égua estava amarrada à árvore estava arrancada. Magnus identificou sinais de ataque de dragão e com os sinais de derretimento, concluíram que o Dragão Branco atacou a carroça e levou a égua junto. Também encontraram parcos sinais de retirada de um pequeno bando (talvez os homens rato).

 Aysche decide tentar mais uma vez remover a maldição de Elrond, agora que a criatura que o infectou deixou de existir. Sente Sêlune concedendo sua clemência e extirpando a maldição do corpo de Elrond, que agradece à ela e a Helm pela iluminação. 

 Após isso decidiram fazer um descanso longo. Nesse descanso, Elrond recebeu uma benção de Helm por se livrar da licantropia e agir em defesa de seus amigos e irmão, e Aysche recebeu a benção de Sêlune por se manter sabiamente fiel à ela após o assédio de Shar no plano das Sombras.

 Neste momento encerramos à sessão.

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Sessão 17: Vermes na Escuridão

 Após um descanso curto para tratar dos ferimentos e recuperar um pouco as forças, decidiram retornar ao ponto onde pararam e continuar a exploração dali. Vasculharam diversos cômodos, encontraram algumas peças de ouro, prata e bronze, além de algumas peças preciosas. Quando voltaram a fazer uma varredura no corredor, encontraram quatro caixões em um saguão de passagem, que já haviam visto antes, mas perceberam que agora os caixões estavam abertos e vazios.

 Procuraram por rastros de caminhada de alguém saindo dos caixões, porém só encontraram pequenas ranhuras no chão e no corredor à frente. Seguindo o corredor, chegaram à um salão amplo que fedia a carniça, que suspeitavam ser outra entrada do aposento amplo das carniças que haviam encontrado pouco mais de uma hora atrás. Decidiram retornar e verificar se tinham deixado algo para trás.

 Em seguida, retornaram para a primeira entrada ampla do salão das carniças que encontraram, e com as tochas em punho, viram que haviam muitos corpos decrépitos jogado em três montes grandes de carniças, que envolviam restos mortais de humanoides e animais. Elrond com receio de estarem entrando em um covil de mortos-vivos, pediu a Helm para que o iluminasse e o alertasse sobre mortos-vivos no local. Sentiu a presença de apenas um, porém do outro lado do salão, onde não conseguiam ver. Com calma e cuidado, seguiram próximos à parede, com Magnus dando pequenas estocadas no monte de corpos, para verificar se havia algo vivo no meio dos restos mortais.

 Eis que o monte de carniça começou a se mover, como uma onda, até surgir em meio aos corpos um verme das carniças que avança sobre Magnus, Elrond e Kayr. Enquanto isso, no segundo monte, próximo à entrada do salão e ao lado de Maya e Aysche, também surge outro verme das carniças atacando-as.

 Em meio ao combate com tais criaturas, Aysche e Elrond foram paralisados pelas criaturas, e numa tentativa de ação evasiva, Kayr, Maya e Magnus tentaram levar seus companheiros paralisados para fora do salão. Enquanto isso o terceiro monte, o maior deles, explodiu com o surgimento de um verme das carniças maior ainda, com carapaças mais grossas e presas maiores, atacando Magnus, que estava mais próximo. Magnus conseguiu retirar seus amigos paralisados do alcance dos vermes, mas acabou paralisado pelo verme maior.

 Num momento de total necessidade, Maya resolveu então arriscar uma magia mais poderosa, lançando uma Bola de Fogo que atingiu não só os três vermes, mas também o morto-vivo que ainda não haviam encontrado do outro lado do salão. Tal ataque mágico surtiu um bom efeito, matando um dos vermes e o morto-vivo, e deixando os dois demais feridos. Tentaram se proteger na entrada do salão, de uma forma que pudesse tentar reduzir o alcance dos vermes, em um momento em que Aysche, Elrond e Magnus conseguiram voltar a se movimentar.

 Após esta estratégia de barricada e estocadas, conseguiram matar o verme gigante e o que sobrara, porém mais uma vez bem feridos. Elrond sentia um incomodo da criatura dentro dele tentando assumir o controle, e teve uma sensação de que deveriam seguir em frente com urgência. Porém os demais o convenceram que precisavam se recuperar mais uma vez, porém com o auxílio do Pequeno Refúgio de Leomond.

 Neste momento, Aysche sentiu que Sêlune estava distante demais e que não conseguia realizar o ritual do refúgio com êxito. Decidiu sair do local em que estavam, para o campo aberto para voltar a ver a lua, mesmo que mais distante, porém ao sairem do local, viram que o céu estava completamente nublado e bem escuro. Aysche começou a ouvir em sua mente: Abrace a escuridão! No reino de Shar, a luz de Sêlune não lhe alcançará! Abrace a escuridão!

 Sentindo um vazio interno, Aysche rezou para Sêlune, porém sentia que estava muito distante como nunca havia sentido, e virou para seus companheiros e informou que não poderia ajudá-los daquela forma. Decidiu então usar uma cura para testar seus dons, e viu que era possível curar os demais, mas o refúgio e os dons que Sêlune lhe concedia, sentia que não teria condições de prover aos demais. Desconfiava inclusive se suas magias de fé estavam sendo alimentadas pela por Sêlune ou por outra entidade mais sombria, Shar.

 Ainda sim, decidiram fazer um descanso curto, porém em menos de cinco minutos ouviram um barulho vindo da porta da sala à frente, então surgiram Esqueletos que partiram para cima deles. Em meio ao combate, vindo do corredor atrás deles, surge um lobisomem que também os ataca.

 Apesar do momento de fragilidade e do pouco planejamento de medidas defensivas, o grupo conseguiu se livrar da ameaça surgida da escuridão, sem grandes danos.

 Neste momento, encerramos a sessão.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Sessão 16: Adentrando as Sombras

 Na manhã seguinte, os aventureiros se aproximaram do túnel misterioso, e ao chegarem perto da escuridão dele e fizeram algumas verificações, identificaram que a partir daquela escuridão havia algo mágico que fazia aquela escuridão seguir, porém não identificaram nenhuma conjuração no local. Portanto aquela escuridão era mágica, mas algo natural do local. Elrond sentiu uma aura necrótica vindo da escuridão, mas parecia inofensiva, como se exala-se morte sem causá-la. 

 Decidiram então deixar com Zeleen e seus homens-ratos uma das pedras mensageiras que tinham, para que eles montassem guarda no local e pudessem receber o aviso de quando os aventureiros iriam retornar e garantir que os homens-ratos não seriam surpreendidos por um ataque de seres metamorfos que tivessem tomados seus lugares.

 Aysche fez o ritual de Repouso Tranquilo, para garantir que os dois corpos mortos ao chão não retornassem como mortos-vivos, enquanto estivessem dentro da escuridão. Decidiram que iriam se amarrar uns aos outros para evitar que se perdessem dentro da escuridão, e adentraram as sombras.

 Dentro das sombras, mesmo os que possuíam visão noturna pouco enxergavam a mais de um palmo à frente. Magnus, completamente cego pela escuridão, acendeu uma tocha e, a partir deste momento, conseguia ver a tocha à sua frente, acessa, porém com uma luminosidade extremamente limitada, via suas mãos, braços e tronco, as pernas já ficavam à meia luz. Seus companheiros nem viram a tocha acessa. Conforme adentravam às sombras, sentiam o ar ficando mais grosso, porém sem impactar na respiração, apenas grosso e pesado, sentiam como se pêlos passassem pelos seus corpos, porém não viam esses pêlos por onde passavam. Procuraram paredes do túnel em volta, encontraram sem alterações.

 Conforme adentravam, a escuridão aumentava a quase não poderem enxergar nada mais e o ar ficasse mais pesado ainda, para em seguida começar a diminuir, tanto a escuridão quanto o peso do ar, até que começaram a enxergar o que poderia ser encarado como uma luz no fim do túnel.

 Ao se aproximarem dessa "fonte" de luz, repararam que estavam em uma caverna escura, e que a mesma escuridão que atravessaram se apresentava num ponto da parede atrás deles. Era como se tivessem saído da parede para aquela caverna escura, e a fonte fraca de luz à frente era a saída da caverna, que levava para o lado de fora, que estava escuro como a noite de lua nova. Porém, Elrond sentia um extremo incomodo corporal, suando frio, com coração acelerado, uma salivação extrema, como se a criatura dentro de si quisesse sair. 


 Saindo da caverna, Elrond e Aysche se depararam com a visão que tinham tido quando tentaram magicamente localizar onde estaria o licantropo que lhe causou a maldição, com árvores retorcidas e negras pela noite que se adentrava, tudo que observavam estava cinza ou escuro feito as sombras mais densas, a lua esta quase cheia, ao contrário do que imaginaram, e estava muito mais distante do normalmente ficava e Faêrun. Kayr, que já estivera no Plano Feérico em outra ocasião, observando toda escuridão à volta, e os padrões das árvores, concluiu e comunicou à seus companheiros que eles haviam deixado o Plano Material Primário e pisavam em solo do Plano das Sombras, ou Sombral.

 Magnus pouco via detalhes, tudo parecia bem escuro para ele, só via o céu, a lua distante e sombras do que deviam ser árvores. Maya observou uma estrutura distante à frente, que parecia ser o contorno de sombras de um pequeno forte. Aysche, que de todos enxergava melhor, confirmou que era um pequeno forte.

 Elrond, com seu incomodo corporal e sentidos mais aguçados, sentiu um cheiro conhecido. Era o cheiro de Don-Jon Raskin, não o que encontraram morto na entrada das sombras, mas o que acompanharam até a Mina de Ouro Pé da Montanha. Então teve certeza que eram seres diferentes, haviam dois Don-Jon Raskin, o que morrera 15 dias antes, e o que escoltaram cerca de sete dias antes. Informou a certeza que tivera com o cheiro para seus colegas, assim como informou seu incomodo corporal e indagou-os se deveria retornar para não correr o risco de se transformar em lobisomem e atrapalhá-los. Aysche o tranquilizou, informando que sabia como agir caso ele se transformasse.

 Elrond, com seu incomodo latente, aceitou, e passou a rezar para que Helm lhe tranquilizasse, porém sentiu que Helm deveria estar distante, pois não sentia todo o calor que sua fé trazia naquele local, era algo mais frio e triste. Aysche não comentou com os colegas, mas ela também sentia que Sêlune estava distante, assim como a lua naquele local.

 Decidiram então se aproximarem do pequeno forte à frente, observando se haviam pegadas ou rastros que podiam indicar o que poderiam encontrar. Averiguando com cuidado, mesmo com a pouca visibilidade, conseguiram perceber pegadas de humanoides e licantropos, antigas e pouco mais recentes, mas não conseguiam discernir qual quantidade poderiam encontrar à frente. 

 Ao chegarem até a porta fechada do pequeno forte, Elrond buscou utilizar seus sentidos mais aguçados para escutar e farejar o que podiam encontrar à frente. Havia o cheiro forte de carniça (que até os demais também sentiam), do Don-Jon Raskin e um cheiro familiar, porém não sabia bem de onde, e também ouvia mais ao fundo um ruído de algum animal ou criatura que estivesse roendo um osso.

 Aysche concedeu à Magnus sua visão noturna melhorada, apesar de estar bem mais limitada no Plano das Sombras, era melhor do que não enxergar nada no escuro. Então Magnus entrou à frente e explorou a entrada, junto aos demais que seguiram entrando. Elrond indicou um aposento à frente, onde ouvia o barulho de um animal ou criatura roendo um osso. Kayr seguiu à frente, tentando verificar se havia alguma armadilha no local, quando se deparou com um carniçal grande dentro do aposento apontado por Elrond. O carniçal estava de costas para a entrada e não viu os aventureiros se aproximando, o que foi sua ruína. O aposento estava cheio de restos mortais de várias criaturas, entre elas anões, cães e goblins, porém não tinha passagens para outros locais, assim retornaram para o saguão de entrada, que ainda tinha duas outras entradas, uma para um corredor lateral e um para outro aposento mais para o centro do forte.

 Elrond ouviu mais uma vez o barulho de algo roendo ossos, porém bem mais distante, passando pelo aposento mais ao centro do forte, e indicou ao Kayr, que mais uma vez foi à frente. Passando o aposento seguinte, Kayr seguiu a indicação de Elrond, porém verificou que haviam duas passagens, uma mais para o fundo do forte e outra mais para a lateral do forte, se aproximou da passagem ao fundo. Chegando nessa entrada, observou que parecia ser um salão amplo, que em sua curta visão não conseguia ver o tamanho, porém o cheiro muito forte de carniça e muitos restos mortais espalhados pelo local, sem conseguir precisar até onde ia. E logo à seu lado observou um carniçal se arrastando, quase apenas pele e osso, que estava roendo um osso com ferocidade. Desta vez o carniçal o avistara, porém logo foi destruído pelos aventureiros.

 Como não conseguia ver a amplitude do aposento das carniças, decidiram seguir pela outra passagem para a lateral do forte, e ao se aproximarem da passagem, conseguiram distinguir uma fraca iluminação de um castiçal em cima de uma mesa longa, o aposento aparentava ser um refeitório, e lá dentro encontraram outro carniçal grande, acompanhado de um lobisomem, que os atacaram.

 Após se livrarem das criaturas, com o lobisomem se revelando um goblin infectado com a licantropia, Kayr pega o castiçal no centro da mesa, que parece ser valioso, e aproveita para utilizar a chama acesa para continuarem a exploração do forte. Percebem que não só a luz pouco ilumina, como o som também pouco se propaga. Passando pelo aposento do refeitório, chegam à uma sala de jantar ampla que estava vazia, com três passagens além da que usaram para entrar, uma levando ao fundo do forte, outra para a lateral (que parece ser um corredor) onde tem uma tocha acesa presa na parede, iluminando bem pouco, e outra levando para a parte da frente do forte, para um corredor, que talvez ligue com o corredor do saguão de entrada.

 Magnus aproveita para verificar se a passagem para o corredor na parte da frente do forte, e verificou que realmente liga com o saguão de entrada por um dos lados, porém pelo outro lado, parece levar à um outro aposento, que podem explorar depois. Kayr, buscando ter cuidado, foi verificar o a passagem que levava ao fundo do forte, chegando num aposento escuro, e ao tentar iluminar o local, acabou surpreendido por outro lobisomem que esperava à espreita.


 Surgindo das sombras, o lobisomem ataca Kayr, que consegue fugir com algumas escoriações. Apesar do susto com o ataque vindo das sombras do lobisomem, os aventureiros rapidamente encerram com ele, revelando um hobgoblin infectado com a licantropia. Depois verificam que o aposento tem duas passagens laterais que levam para o centro do forte e uma passagem que leva para o fundo do forte, que parece ser um corredor com uma tocha iluminando fracamente os caminhos laterais. Decidem voltar à sala de jantar, para explorarem um armário que lá está. Dentro dele, encontram 4 gemas que, segundo uma avaliação de Kayr, devem valer umas 50 peças de ouro cada.

 Magnus decide explorar o corredor lateral, onde há uma tocha iluminando fracamente, vê que o corredor leva a dois aposentos, um em cada extremidade do corredor. Ao fundo do forte leva à um aposento com caixões fechados, ao percebê-los, retorna, sem contabilizar quantos eram, mas seriam no mínimo dois. À frente do forte, chega a um aposento que possui diversas teias de aranha, e, aparentemente, liga-se com o outro corredor que leva até o saguão de entrada. Com isso Magnus decide voltar aquele corredor do saguão e confirmar.

 Após confirmado, Kayr adentra o aposento com o castiçal em mãos para queimar as teias de aranha, quando surgem uma ninhada de aranhas das paredes, atacando-o. Kayr se livra de várias aranhas, e retorna ao corredor, com Magnus encerrando com a ninhada, porém, em seguida surge do teto uma enorme aranha, diferente de todas as aranhas gigantes que já encontraram, atacando Magnus, ferindo-o gravemente, injetando veneno nele.

 Apesar da dificuldade de enfrentar a aranha gigante em um estreito corredor, conseguiram derrubá-la e acabar com sua existência. Ao explorarem o aposento em que estava, descobriram os restos mortais de um anão, e com ele havia um diamante grande que deveria valer umas 300 peças de ouro, pela avaliação de Kayr.

 Devido aos diversos combates, com Magnus sendo ferido em vários deles, principalmente após essa aranha gigante venenosa, decidiram retornar à sala da carniça no saguão de entrada e lá recuperarem as forças e tratar dos ferimentos.

 Neste momento encerramos nossa sessão.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Sessão 15: Na Toca dos Ratos

 Dentro do santuário, os aventureiros ouviam o combate ocorrendo do lado de fora entre ogros e orcs, enquanto isso recuperavam o fôlego e os dois feridos que estavam presos pelos orcs, Uther Grandflaer e um de seus companheiros sobrevivente.

 Enquanto Elrond, Magnus e Aysche tentavam acordar o companheiro de Uther Grandflaer, Kayr e Maya vigiavam o saguão de entrada do templo. Enquanto tentavam acordar o companheiro de Uther, Elrond e Magnus reconheceram um dos símbolos sagrados que ele carragava em seu pescoço: Os três raios de Talos, o deus da destruição e da tempestade. Com isso chamam Aysche para identificar o outro símbolo que ele carregava, e ela reconheceu que era de Lathander, o deus da renovação e do amanhecer. Com seus conhecimentos dos deuses faerunanos, Aysche sabe que alguns devotos dos dois deuses, apesar de parecerem antagônicos, acreditam que um é necessário ao outro, uma vez que a renovação pode preceituar a destruição do anterior.

 Ao conseguirem acordá-lo, ele agradece a ajuda e se apresenta como Saul, um feiticeiro da tempestade que chegou a ser treinado por Uther em estilos de luta, como um guerreiro, porém por conta de suas raízes na feitiçaria, seguiu aprimorando seus dons. Questionado sobre seus símbolos sagrados que carregava, explicou que segue Talos por este ser o senhor da tempestade, e com seus dons mágicos ligados à tempestade, pareceu algo prudente à fazer, porém entende que a divindade é maligna, e então a contrabalance-a com a devoção à Lathander, deus da renovação e do amanhecer, pois depois de toda e qualquer destruição a renovação se tem início. Aysche viu verdade em suas palavras.

 Apesar de Uther e Saul estarem brevemente recuperados, apresentavam sinais de desgaste e exaustão, então pouco conseguiriam ajudar numa eventual luta contra os remanescentes do confronto entre Ogros e Orcs, provocado pelos aventureiros, com a ilusão da coruja. Então resolveram planejar a forma mais segura de enfrentar o desafio adiante, e decidiram tentar atrair a maior quantidade de inimigos para dentro do santuário e derrubar o sino de ouro em cima deles.

 Ao se aproximarem do portão principal do santuário, ouviram um grande barulho batendo à porta, e na sequência muito sangue escorrendo por debaixo da porta. Magnus ouviu, em língua gigante, os ogros comemorando a vitória e informou seus amigos. Decidiram então atraí-los para dentro do santuário para tentar derrubar o sino de ouro em cima deles.

 Maya conjurou a magia levitação em Magnus, que flutuou até o sino e analisou a estrutura, para saber melhor como derrubá-lo com facilidade. Observou como faria e se amarrou no alto da pilastra que estava mais próxima do ponto que planejara. Kayr foi até a porta, e a abriu. Depois se juntou aos demais, no salão principal, se escondendo atrás da porta.

 Maya mais uma vez conjurou vozes chamando os ogros para dentro do templo, atraindo a atenção deles, e assim que olharam para dentro do templo, ela criou a ilusão do líder orc os desafiando, segurando a coruja que iniciou toda a discórdia.

 A armadilha deu parcialmente certo, atraindo dois ogros para dentro do templo, e assim que se aproximaram da área de queda do sino, Magnus derrubou ele em cima das criaturas, matando uma delas e ferindo a outra. Kayr aproveitou para atirar suas adagas psíquicas no ogro sobrevivente, enquanto Aysche atacava com o soar dos mortos na mente do ogro debilitado. Elrond saiu de trás da porta usou o sino caído para lhe dar um impulso e pulou sobre o ogro ferido, rasgando-lhe o tronco arrancando o que restava de vida dele.

Depois, Magnus desce do alto da pilastra e todos saem para confrontar os outros dois ogros que ainda restavam. Ao saírem se depararam com a carnificina da luta entre ogros e orcs, em que os orcs levaram a pior, mas feriram bem os ogros. Os dois demais não ofereceram muita resistência e rapidamente foram derrotados, sem direito à coruja no jantar. Após a luta, Magnus foi buscar a carroça para colocar o sino de ouro e levá-lo com eles, Kayr fez uma breve avaliação e chegou a conclusão que devia valer umas 250 peças de ouro. 

 Na viagem de volta à Mina de Ouro Pé da Montanha, os aventureiros levaram junto à carroça, Uther e Saul, que continuavam a mostras sinais de exaustão, e não encontraram intercorrências. Saul percebe que Kayr tem demonstrado sinais de feitiçaria e resolve ajudá-lo a aprender a controlar e a desenvolver suas habilidades. Apenas na noite anterior que Elrond volta a sonhar com sua maldição, só que desta vez persegue Adabra, e ao apanhá-la, quando está prestes a devorá-la, uma luz forte surge atrás dele, forçando-o a retornar a forma normal, e então percebe que a figura que emana essa luz é um cavaleiro enorme, gigantesco, que ele entende ser uma manifestação de Helm, que vira para ele e diz: Livre-se desta maldição e torne-se um dos meus escolhidos.

 Enquanto isso, Kayr em sua meditação, vislumbra cenas de lutas entre homens-rato e anões, nos corredores da Mina de Ouro Pé da Montanha, como na visão de um dos homens-rato, persegue um dos anões, até que chega perto de um beco escuro, e ao se aproximar da escuridão, Don-Jon Raskin surge da escuridão e o apunhá-la no peito. Kayr desperta da meditação na hora, preocupado se era uma visão ou não de algo que ocorreria, ou já havia ocorrido.

 No dia seguinte, ao chegarem na Mina de Ouro Pé da Montanha, entraram pelo lado dos anões, e lá nada encontraram. Nenhum sinal de confronto ou sangue, apenas o local vazio. Temendo o pior, resolveram ir para a outra entrada, determinados à confrontar os licantropos ratos se tiverem atacados os anões. Quando chegam na entrada, dois homens-ratos os saúdam e pedem que esperem, pois iriam chamar por Zeleen. Assim que a líder deles aparece, ela informa que eles foram atacados pelos anões, liderados por Don-Jon Raskin, e que o confronto se seguiu, porém que haviam prendidos os sobreviventes em uma das cavernas da mina, e que ela os levaria até lá. Quando perguntada se haviam matado os anões, ela se limitou a dizer que mortes ocorreram, mas que prenderam quantos conseguiram, e então os levou até o local da prisão.

 Porém, ao chegarem até a porta que prendia os anões, ouviram gritos de desespero vindos de dentro. Zeleen disse que só haviam anões dentro do local e não entendia o desespero. Ao abrirem a porta, apenas um anão saiu correndo do local, e foi prontamente agarrado por um dos homens-rato, aos gritos de que estavam comendo os demais. Ao olharem para dentro da caverna estreita, viram um enorme verme devorando restos mortais de outros anões.

 Magnus e Elrond logo se adiantaram para atacar a criatura, que escalou para o teto e tentou atacá-los de lá, porém logo teve suas entranhas rasgadas por Elrond, que acabou tomando um banho de gosma do verme.

 Ao confrontarem o anão sobrevivente, descobriram que Don-Jon Raskin os convencera a atacar os homens-ratos, e confessou que os anões vinham roubando parte da produção de ouro da mina, e que queriam expulsar os licantropos para voltarem a lucrar gananciosamente, com a benção do deus da ganância dos anões, Abbathor.

 Magnus informou Zeleen que o santuário havia sido liberado e limpo por eles, e que já poderiam voltar para o refugio anterior deles e que levariam o anão preso para responder pelo roubo da produção da mina. 

 Zeleen informou que ainda queria mostrar algo para eles e os levou pelos corredores da mina. No caminho, Elrond e Aysche perceberam que o caminho lembrava muito o início da visão deles sobre a localidade do responsável pela maldição que atormenta o paladino. Além disso, Kayr percebeu que o caminho era idêntico ao vivenciado no último transe que esteve na noite anterior.

 Ao chegarem próximo a um túnel que escurecia à ponto de nenhum deles enxergar o que viria à 2 metros à frente, Zeleen parou e disse que nesse túnel, ao entrar nessa escuridão nada mais volta, e mostra dois cadáveres no chão. Um deles de uma criança recém falecida e o outro de um homem, já em estado avançado de putrefação, cujo os aventureiros reconheceram como sendo de Don-Jon Raskin.

 Aysche se aproximou do cadáver de Don-Jon Raskin e verificou que ele deve estar morto à uns 10 dias, e Magnus questionou sobre a criança. Zeleen disse que ela era um dos homens-ratos, que perseguia Don-Jon Raskin após o ataque. Magnus perguntou porquê enviar uma criança perseguir Don-Jon, e Zeleen respondeu que apenas ela era adulta no Bando do Bigode, a transformação deixava todos com aparência de homens-ratos adultos.

 Mandaram trazer o anão e perguntaram sobre o cadáver de Don-Jon. Ele demonstrou surpresa com o cadáver e disse que Don-Jon sempre vinha à mina e que estava vivo até dois dias atrás, quando liderou o ataque. Foi perguntado quando Don-Jon tinha vindo antes da última vez, e receberam a resposta de que tinha sido uns 15 dias atrás.

 Orientaram Zeleen e as demais crianças a não se aproximarem daquele túnel, e informaram que na manhã seguinte iriam averiguar esse túnel e depois os escoltariam de volta ao Santuário de Savras, seu antigo refúgio. Aysche fez um Pequeno Refúgio de Leomond para passarem à noite sem perturbações.

 Neste momento encerramos à sessão.

Sessão 22 e 23: Surge Gorthok, o Javali Trovão

 Então Elrond convenceu os demais à explorar rapidamente o casarão, e ao passarem pelo pátio onde estava a árvore maligna, observaram que el...