Dentro do santuário, os aventureiros ouviam o combate ocorrendo do lado de fora entre ogros e orcs, enquanto isso recuperavam o fôlego e os dois feridos que estavam presos pelos orcs, Uther Grandflaer e um de seus companheiros sobrevivente.
Enquanto Elrond, Magnus e Aysche tentavam acordar o companheiro de Uther Grandflaer, Kayr e Maya vigiavam o saguão de entrada do templo. Enquanto tentavam acordar o companheiro de Uther, Elrond e Magnus reconheceram um dos símbolos sagrados que ele carragava em seu pescoço: Os três raios de Talos, o deus da destruição e da tempestade. Com isso chamam Aysche para identificar o outro símbolo que ele carregava, e ela reconheceu que era de Lathander, o deus da renovação e do amanhecer. Com seus conhecimentos dos deuses faerunanos, Aysche sabe que alguns devotos dos dois deuses, apesar de parecerem antagônicos, acreditam que um é necessário ao outro, uma vez que a renovação pode preceituar a destruição do anterior.
Ao conseguirem acordá-lo, ele agradece a ajuda e se apresenta como Saul, um feiticeiro da tempestade que chegou a ser treinado por Uther em estilos de luta, como um guerreiro, porém por conta de suas raízes na feitiçaria, seguiu aprimorando seus dons. Questionado sobre seus símbolos sagrados que carregava, explicou que segue Talos por este ser o senhor da tempestade, e com seus dons mágicos ligados à tempestade, pareceu algo prudente à fazer, porém entende que a divindade é maligna, e então a contrabalance-a com a devoção à Lathander, deus da renovação e do amanhecer, pois depois de toda e qualquer destruição a renovação se tem início. Aysche viu verdade em suas palavras.
Apesar de Uther e Saul estarem brevemente recuperados, apresentavam sinais de desgaste e exaustão, então pouco conseguiriam ajudar numa eventual luta contra os remanescentes do confronto entre Ogros e Orcs, provocado pelos aventureiros, com a ilusão da coruja. Então resolveram planejar a forma mais segura de enfrentar o desafio adiante, e decidiram tentar atrair a maior quantidade de inimigos para dentro do santuário e derrubar o sino de ouro em cima deles.
Ao se aproximarem do portão principal do santuário, ouviram um grande barulho batendo à porta, e na sequência muito sangue escorrendo por debaixo da porta. Magnus ouviu, em língua gigante, os ogros comemorando a vitória e informou seus amigos. Decidiram então atraí-los para dentro do santuário para tentar derrubar o sino de ouro em cima deles.
Maya conjurou a magia levitação em Magnus, que flutuou até o sino e analisou a estrutura, para saber melhor como derrubá-lo com facilidade. Observou como faria e se amarrou no alto da pilastra que estava mais próxima do ponto que planejara. Kayr foi até a porta, e a abriu. Depois se juntou aos demais, no salão principal, se escondendo atrás da porta.
Maya mais uma vez conjurou vozes chamando os ogros para dentro do templo, atraindo a atenção deles, e assim que olharam para dentro do templo, ela criou a ilusão do líder orc os desafiando, segurando a coruja que iniciou toda a discórdia.
A armadilha deu parcialmente certo, atraindo dois ogros para dentro do templo, e assim que se aproximaram da área de queda do sino, Magnus derrubou ele em cima das criaturas, matando uma delas e ferindo a outra. Kayr aproveitou para atirar suas adagas psíquicas no ogro sobrevivente, enquanto Aysche atacava com o soar dos mortos na mente do ogro debilitado. Elrond saiu de trás da porta usou o sino caído para lhe dar um impulso e pulou sobre o ogro ferido, rasgando-lhe o tronco arrancando o que restava de vida dele.
Depois, Magnus desce do alto da pilastra e todos saem para confrontar os outros dois ogros que ainda restavam. Ao saírem se depararam com a carnificina da luta entre ogros e orcs, em que os orcs levaram a pior, mas feriram bem os ogros. Os dois demais não ofereceram muita resistência e rapidamente foram derrotados, sem direito à coruja no jantar. Após a luta, Magnus foi buscar a carroça para colocar o sino de ouro e levá-lo com eles, Kayr fez uma breve avaliação e chegou a conclusão que devia valer umas 250 peças de ouro.
Na viagem de volta à Mina de Ouro Pé da Montanha, os aventureiros levaram junto à carroça, Uther e Saul, que continuavam a mostras sinais de exaustão, e não encontraram intercorrências. Saul percebe que Kayr tem demonstrado sinais de feitiçaria e resolve ajudá-lo a aprender a controlar e a desenvolver suas habilidades. Apenas na noite anterior que Elrond volta a sonhar com sua maldição, só que desta vez persegue Adabra, e ao apanhá-la, quando está prestes a devorá-la, uma luz forte surge atrás dele, forçando-o a retornar a forma normal, e então percebe que a figura que emana essa luz é um cavaleiro enorme, gigantesco, que ele entende ser uma manifestação de Helm, que vira para ele e diz: Livre-se desta maldição e torne-se um dos meus escolhidos.
Enquanto isso, Kayr em sua meditação, vislumbra cenas de lutas entre homens-rato e anões, nos corredores da Mina de Ouro Pé da Montanha, como na visão de um dos homens-rato, persegue um dos anões, até que chega perto de um beco escuro, e ao se aproximar da escuridão, Don-Jon Raskin surge da escuridão e o apunhá-la no peito. Kayr desperta da meditação na hora, preocupado se era uma visão ou não de algo que ocorreria, ou já havia ocorrido.
No dia seguinte, ao chegarem na Mina de Ouro Pé da Montanha, entraram pelo lado dos anões, e lá nada encontraram. Nenhum sinal de confronto ou sangue, apenas o local vazio. Temendo o pior, resolveram ir para a outra entrada, determinados à confrontar os licantropos ratos se tiverem atacados os anões. Quando chegam na entrada, dois homens-ratos os saúdam e pedem que esperem, pois iriam chamar por Zeleen. Assim que a líder deles aparece, ela informa que eles foram atacados pelos anões, liderados por Don-Jon Raskin, e que o confronto se seguiu, porém que haviam prendidos os sobreviventes em uma das cavernas da mina, e que ela os levaria até lá. Quando perguntada se haviam matado os anões, ela se limitou a dizer que mortes ocorreram, mas que prenderam quantos conseguiram, e então os levou até o local da prisão.
Porém, ao chegarem até a porta que prendia os anões, ouviram gritos de desespero vindos de dentro. Zeleen disse que só haviam anões dentro do local e não entendia o desespero. Ao abrirem a porta, apenas um anão saiu correndo do local, e foi prontamente agarrado por um dos homens-rato, aos gritos de que estavam comendo os demais. Ao olharem para dentro da caverna estreita, viram um enorme verme devorando restos mortais de outros anões.
Magnus e Elrond logo se adiantaram para atacar a criatura, que escalou para o teto e tentou atacá-los de lá, porém logo teve suas entranhas rasgadas por Elrond, que acabou tomando um banho de gosma do verme.
Ao confrontarem o anão sobrevivente, descobriram que Don-Jon Raskin os convencera a atacar os homens-ratos, e confessou que os anões vinham roubando parte da produção de ouro da mina, e que queriam expulsar os licantropos para voltarem a lucrar gananciosamente, com a benção do deus da ganância dos anões, Abbathor.
Magnus informou Zeleen que o santuário havia sido liberado e limpo por eles, e que já poderiam voltar para o refugio anterior deles e que levariam o anão preso para responder pelo roubo da produção da mina.
Zeleen informou que ainda queria mostrar algo para eles e os levou pelos corredores da mina. No caminho, Elrond e Aysche perceberam que o caminho lembrava muito o início da visão deles sobre a localidade do responsável pela maldição que atormenta o paladino. Além disso, Kayr percebeu que o caminho era idêntico ao vivenciado no último transe que esteve na noite anterior.
Ao chegarem próximo a um túnel que escurecia à ponto de nenhum deles enxergar o que viria à 2 metros à frente, Zeleen parou e disse que nesse túnel, ao entrar nessa escuridão nada mais volta, e mostra dois cadáveres no chão. Um deles de uma criança recém falecida e o outro de um homem, já em estado avançado de putrefação, cujo os aventureiros reconheceram como sendo de Don-Jon Raskin.
Aysche se aproximou do cadáver de Don-Jon Raskin e verificou que ele deve estar morto à uns 10 dias, e Magnus questionou sobre a criança. Zeleen disse que ela era um dos homens-ratos, que perseguia Don-Jon Raskin após o ataque. Magnus perguntou porquê enviar uma criança perseguir Don-Jon, e Zeleen respondeu que apenas ela era adulta no Bando do Bigode, a transformação deixava todos com aparência de homens-ratos adultos.
Mandaram trazer o anão e perguntaram sobre o cadáver de Don-Jon. Ele demonstrou surpresa com o cadáver e disse que Don-Jon sempre vinha à mina e que estava vivo até dois dias atrás, quando liderou o ataque. Foi perguntado quando Don-Jon tinha vindo antes da última vez, e receberam a resposta de que tinha sido uns 15 dias atrás.
Orientaram Zeleen e as demais crianças a não se aproximarem daquele túnel, e informaram que na manhã seguinte iriam averiguar esse túnel e depois os escoltariam de volta ao Santuário de Savras, seu antigo refúgio. Aysche fez um Pequeno Refúgio de Leomond para passarem à noite sem perturbações.
Neste momento encerramos à sessão.



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