terça-feira, 17 de junho de 2025

Sessão 18: Revelações Sombrias

 Após encerrarem com a ameaça vindo das sombras, tentaram mais uma vez descansar um pouco, porém, minutos depois de se acomodarem, os aventureiros começaram a escutar uivos vindo de todas as partes, exceto Aysche e Elrond, pois ambos escutavam outras coisas no lugar.

 Aysche escutava um apelo vindo direto à sua mente e tentando constranger seu coração, este apelo clamava-a por trocar Sêlune por Shar (deusa irmã de Sêlune) e abraçar a escuridão. Demonstrando devoção à sua deusa guia, Aysche orava para que Sêlune afastasse essa perturbação de seu coração. Elrond escutava algo diferente, um desafio a sua devoção à Helm, clamando por abandonar o deus protetor e abraçar a morte, se entregando à Myrkul, que lhe traria conforto e respostas, além de libertar a criatura que o corroía por dentro. Em momentos de quase frenesi, Elrond ajoelhou-se temente à Helm e orou por sua orientação.

 Maya e Magnus pareceram ficar muito afetados por toda situação em sua volta. Maya começou a acreditar que tudo que faziam naquele lugar era sem propósito, que não conseguiria ajudar Elrond com sua maldição, que nada havia a preparado para enfrentar tal escuridão e essas sombrias ameaças. Um desânimo tomou conta de seu ser. Já Magnus começou a demonstrar pavor em seus olhos, sentia a ameaça surgir de todos os lados, tinha certeza que aquele lugar queria matá-lo primariamente. Olhava para todos os lados, buscando saber de onde vinham os uivos que escutava, que parecia vir de todos os lados, aumentando seu pavor. Estava decidido a sair de lá o mais breve possível.

 Em meio à esses acontecimentos, surge, da sala à frente, em meio à escuridão e sombras, uma voz exigindo que entregassem o licantropo (Elrond). Kayr questiona o que aconteceria se não o fizesse, e recebe como resposta uma ameaça mortal. Então pediu que o solicitante se revela-se, e saindo das sombras surge uma figura baixa, de cabelos negros, pele coberta de pêlos cinza escuros, de olhos vazios, orelhas pontudas e um sorriso sombrio, que lhes diz que se o atacarem, as sombras os devorarão com suas ameaças escondidas. Solicita mais uma vez que o licantropo o acompanhe, pois é aguardado por seu criador. Kayr questiona se todos podem ir juntos, a figura sorri ainda mais sombriamente que antes e diz para seguirem sua voz, desaparecendo nas sombras.

 A voz dele os guia por dentro da fortaleza, passando por onde mataram os vermes da carniça, adentrando um corredor escuro, e levando-os à um aposento que tinha uma pequena tocha que pouco iluminava, onde Elrond sentia ainda mais forte o cheiro familiar que ele sentira antes, porém sem ainda lembrar de onde seria. Este aposento tinha destroços de móveis e uma porta fechada à frente, cuja a voz indicara que deveria adentrar. Ao se aproximarem da porta, Elrond ouviu uma conversa interna, em que falavam que deveriam levar as informações colhidas à Ularan Mortus e Nezznar, pois esses deveriam saber que a coroa, a varinha e o anel eram necessários. Ao saber disso, informou seus companheiros, pois temia perder o controle do lobisomem dentro de si.

 Ao adentrarem o aposento, encontraram uma sala mais ampla e mais iluminada que todos os demais aposentos, com um livro à mesa e três indivíduos que conversavam: um lobisomem grande e de pelagem negra, aquele que eles um dia como Don-Jon Raskin, e um elfo de cabelos negros, que Elrond reconheceu como seu irmão Eclisyon, que achara estar morto. Raskin cumprimenta os velhos conhecidos, enquanto o lobisomem avança em direção à eles, olhando para Elrond, que avisa os companheiros que o elfo é irmão dele. Com olhar de ódio, o lobisomem ordena que Elrond se transforme, que, sem conseguir resistir, vira mais um lobisomem, e o combate se inicia. Atrás de Magnus surge a criatura que os levou até o aposento, atacando-o por trás, e em seu pavor, Magnus entra em fúria.

 Eclisyon profere palavras obscuras e conjura um buraco de sombras atrás de Don-Jon Raskin, ordenando que ele leve as informações à Ularan Mortus e Nezznar. Raskin sorri para o grupo, despede-se desejando que Myrkul os abrace, e desaparece dentro do buraco de sombras, que colapsa em seguida. Eclisyon retira uma besta sombria e entra no combate com os demais, à distância.

 Durante o combate, Magnus sepulta a criatura sombria atrás dele e parte em fúria pavorosa para cima de Eclisyon, Kayr e Maya enfrentavam os dois licantropos, enquanto Aysche consegue, com certa dificuldade e demora, destransformar Elrond. Destransformado, Elrond parte para cima do Lobisomem Superior, utilizando sua destruição divina e consegue encerrar com a vida dele, proferindo as palavras: Eu escolho a luz de Helm, criatura amaldiçoada! Após ter a existência encerrada, o lobisomem revela-se um bugurso, que acreditam ser Blaargh, arauto de Nezznar que infectou Elrond com a maldição.

 Elrond tenta argumentar com o irmão, que com um olhar demoníaco os ameaça e fala em língua abissal, chamando cães sombrios para auxiliá-lo. Nesse meio tempo, Magnus ainda em fúria avança sobre Eclisyon, enquanto os cães atacam-no.

 O combate prossegue, com Elrond pedindo aos companheiros para que não matem seu irmão, pois queria entender o que havia ocorrido com ele. Em um dado momento, com os cães sombrios já sobrepujados, Elrond consegue dar um golpe que nocauteia o irmão, que cai. Porém, em seguida uma névoa sombria começa a sair dos poros, boca, olhos e ouvidos de Eclisyon, revelando uma possessão demoníaca por um Demônio das Sombras, vindo direto do Abismo.

 Ao presenciarem tal evento, um arrepio percorreu a espinha de todos, e o olhar do demônio para eles, vermelho de ódio, destilou suas piores palavras para os aventureiros, agarrando o corpo desfalecido de Eclisyon, olhando diretamente para os olhos de Elrond, arrancou a cabeça do elfo nocauteado, arremessando-a à ele, e prosseguindo com o combate.

 Todos atacando o demônio das sombras, que fere à todos, e Elrond golpeando com sua espada e, orando à Helm para iluminar sua vingança contra a entidade demoníaca que decapitou seu irmão, gastando sua energia em embainhar sua lâmina com a destruição divina, enfraquece muito o ser infero. Maya, ainda sem muita convicção de sua capacidade, tenta mais uma vez um golpe mágico derradeiro, o Dobre à Finados, que desta vez rompe as defesas do demônio.

 O demônio das sombras sorri e, olhando nos olhos de Elrond, diz: Nos vemos no abismo!

 Com a fuga de Don-Jon Raskin, a vida de Blaarg - o lobisomem superior - ceifada, junto aos cães sombrios e ao ser diminuto com olhos sombrios, e o demônio devolvido ao abismo, os aventureiros verificam os itens e documentos que conseguem encontrar. Kayr fica com a besta sombria e Maya pega o livro dos mortos. Magnus segue apavorado com este plano e fica o tempo todo pedindo para saírem dele, pois permanecer ali pode atrair mais criaturas sombrias. 

 Maya, lendo o livro dos mortos, coleta informações sobre uma forma de reestabelecer o poder de Myrkul, sendo necessário três itens: A Coroa de Espinhos, o Anel de Myrkul e o Cajado de Ossos. Os três itens aparentemente era pertencentes à Myrkul enquanto ainda não era uma divindade, e somente os três juntos poderiam reestabelecer a posição de Deus dos Mortos e da Morte, arrancando a posição de Kelemvor, que ocupou o posto. Kayr, estudando bastante a besta sombria, descobriu que ela embainha as flechas com uma sombria mágica.

 Decidem então retornar pelo caminho que os trouxe à este plano das sombras, e ao atravessar o portal, retornaram à mina de ouro Pé da Montanha, onde reencontraram os corpos que deixaram para trás, porém sem a guarda dos homens rato. Observaram que os cadáveres estavam mais decompostos, aparentando estarem uns 10 dias mais avançados nos estágios de decomposição.

 Procuraram os homens rato pela mina, sem encontrá-los. Na saída da mina, viram que não havia ninguém lá, nem mesmo a carroça com a égua de Magnus. Ao investigarem o local, observaram que haviam sinais de derretimento de água em alguns pontos, e que a corda em que a égua estava amarrada à árvore estava arrancada. Magnus identificou sinais de ataque de dragão e com os sinais de derretimento, concluíram que o Dragão Branco atacou a carroça e levou a égua junto. Também encontraram parcos sinais de retirada de um pequeno bando (talvez os homens rato).

 Aysche decide tentar mais uma vez remover a maldição de Elrond, agora que a criatura que o infectou deixou de existir. Sente Sêlune concedendo sua clemência e extirpando a maldição do corpo de Elrond, que agradece à ela e a Helm pela iluminação. 

 Após isso decidiram fazer um descanso longo. Nesse descanso, Elrond recebeu uma benção de Helm por se livrar da licantropia e agir em defesa de seus amigos e irmão, e Aysche recebeu a benção de Sêlune por se manter sabiamente fiel à ela após o assédio de Shar no plano das Sombras.

 Neste momento encerramos à sessão.

Sessão 22 e 23: Surge Gorthok, o Javali Trovão

 Então Elrond convenceu os demais à explorar rapidamente o casarão, e ao passarem pelo pátio onde estava a árvore maligna, observaram que el...